Mesmo com um tratado firmado em 1967 garantindo a não apropriação do universo como território privado, há mais de 128 milhões de resíduos espaciais sem controle viajando perigosamente. Afinal, quem é que vai colocar ordem no Cosmos?
No final de janeiro deste ano, o astrônomo e pesquisador independente Bill Gray causou surpresa e indignação de parte da comunidade científica mundial ao afirmar que restos de um foguete que vagam pelo espaço sem controle se chocariam contra a Lua em março. O problema é que não era qualquer nave espacial, e sim partes do Falcon 9, lançada pela empresa SpaceX, de Elon Musk, em 2015.
A declaração inicial impulsionou inúmeras críticas ao empresário bilionário que estaria acumulando lixos espaciais em órbitas baixas e aumentando as chances de potenciais colisões no espaço. A China, por exemplo, tem um rover na superfície da Lua. Caso ele fosse atingido, o governo chinês poderia processar os EUA, responsável pela missão, por danos.
Dias depois, porém, Bill Gray voltou atrás e disse que sua análise inicial estava errada e revelou que uma nave chinesa, que fez parte da missão Chang’e 5-T1, lançada ao espaço em outubro de 2014, é que vai colidir com o satélite natural no dia 4 de março. “Eu tinha evidências circunstanciais sólidas para a identificação, mas nada conclusivo. Isso não é incomum: reconhecimentos de lixo espacial costumam exigir trabalho de detetive, e muitas vezes não conseguimos a resposta”, disse Bill em seu pedido de desculpas público a Elon Musk.
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