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Portugal recupera da pandemia a meio do ano

Portugal, Alemanha e Itália vão conseguir regressar durante este ano aos níveis de riqueza pré-pandemia, mas terão as retomas mais frágeis (assumindo o crescimento acumulado de 2020 a 2022, inclusive) da Europa, mostram dados novos da Comissão Europeia (CE), nas previsões de inverno divulgadas esta quinta-feira.

Espanha é o pior caso de todos: apesar do crescimento forte previsto para este ano, só deve conseguir regressar aos níveis anteriores à covid em 2023, indicam contas do Dinheiro Vivo a partir das novas previsões de inverno de Bruxelas, ontem divulgadas.

Segundo o comissário dos Assuntos Económicos, Paolo Gentiloni, Portugal até deve ser dos que mais cresce na Europa este ano e conseguirá regressar aos níveis pré-pandemia “no segundo trimestre” que se aproxima.

Mas o crescimento acumulado de 2021 e 2022 é dos que menos compensa a destruição pandémica que arrasou a economia em 2020, quando Portugal afundou mais de 8% em termos reais, muito pior do que a média da Europa na altura.

Teve muito a ver com a alta dependência do turismo e de outros setores interligados, como imobiliário, restauração, transportes, etc..

Os três anos combinados (2020 a 2022) dão um crescimento real acumulado de apenas 2% para Portugal, a terceira marca mais fraca da zona euro. A Alemanha só consegue recuperar 1,8% face a 2020 (embora tenha sofrido menos com a pandemia, a recessão alemã ficou em 4,6% em 2020).

Itália e Espanha, duas economias grandes da Europa e, tal como Portugal, muito dependentes do turismo estrangeiro e da livre circulação em termos de viagens, são os piores casos.

A retoma acumulada em Itália é de 1,7% nestes três anos que terminarão em 2022. Em Espanha, não se pode sequer dizer que a economia apaga os danos da pandemia: o cômputo da variação do produto interno bruto (PIB) real de 2020 a 2022 será negativo ainda: -0,2%, indicam os dados da CE.

No extremo oposto estão países como a Irlanda. A Irlanda foi, aliás, a única economia europeia que não caiu em recessão em 2020. No ano de embate frontal com a covid, conseguiu crescer quase 6%.

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