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EUA e Rússia em diálogo sobre Ucrânia e segurança a 10 de janeiro

AFP

Os Estados Unidos e a Rússia irão dialogar em 10 de janeiro sobre controle de armas nucleares e as tensões com a Ucrânia, informou um porta-voz de Segurança Nacional à AFP nesta segunda-feira (27).

“Os Estados Unidos esperam se comprometer com um diálogo com a Rússia”, disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.

Um encontro entre a Rússia e a NATO poderia acontecer em 12 de janeiro, seguido, em 13 de janeiro, por um encontro entre a Rússia e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que também tem os Estados Unidos como integrante, completou a fonte.

“A Rússia poderá colocar suas preocupações sobre a mesa e nós poderemos colocar as nossas, particularmente em relação às atividades da Rússia”, disse.

A reunião bilateral em 10 de janeiro acontecerá no âmbito do diálogo estratégico de segurança lançado pelos presidentes Joe Biden e Vladimir Putin durante sua cúpula em Genebra, em junho passado.

Embora esse formato tenha como objetivo principal renegociar os tratados de controle de armas nucleares pós-Guerra Fria, as discussões também giram em torno da situação na fronteira russo-ucraniana, para onde Moscou enviou dezenas de milhares de soldados, indicou um alto funcionário do governo dos EUA que também pediu anonimato.

As reuniões com a Otan e a OSCE irão focar na questão ucraniana.

Em 17 de dezembro, a Rússia revelou duas propostas de tratado para limitar drasticamente a influência dos EUA e da Otan perto de suas fronteiras.

Os documentos foram publicados em plena tensão entre a Rússia e o Ocidente ao longo da fronteira com a Ucrânia, onde americanos e europeus acusam Moscou de preparar uma ofensiva militar.

Os dois textos apresentados – um relativo à Otan e outro aos Estados Unidos – visam impedir uma nova expansão da Otan para o leste e o estabelecimento de bases militares norte-americanas em antigos países soviéticos.

Na quinta-feira, tanto a União Europeia quanto a Otan demonstraram novamente seu apoio à Ucrânia.

Há sete anos, a Aliança Atlântica denuncia sistematicamente a anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia e exige respeito pela soberania territorial da Ucrânia, minada por um conflito com separatistas pró-russos no leste do país desde 2014.

Tanto a Rússia quanto os países ocidentais se acusam mutuamente de provocação, aumentando suas capacidades militares em suas fronteiras comuns.

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