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Três em cada dez raparigas sentem-se discriminadas só por serem mulheres

Carla Bernardino

O género, a idade e até a orientação sexual estão entre as razões que levam os jovens portugueses a sentirem-se discriminados. Três em cada dez diz ter sofrido violência física ou sexual e mais de 1/3 das raparigas diz ter sofrido violência psicológica. Conclusões do retrato à juventude portuguesa e que vai ser apresentado este sábado, 27 de novembro

As jovens mulheres sentem-se mais discriminadas e continuam a ser responsáveis pela maioria das tarefas domésticas segundo um retrato da Fundação Francisco Manuel dos Santos que reflete uma socialização “muito distinta” de rapazes e raparigas.

As raparigas são discriminadas por serem mulheres. Segundo o estudo, Os jovens em Portugal hoje: Quem são, o que pensam e o que sentem, 34% das mulheres referem ter-se sentido discriminadas simplesmente por serem mulheres, enquanto apenas 6% dos jovens dizem ter sentido o mesmo por serem homens, havendo também mais mulheres a sentirem-se discriminadas tanto pela idade como pela orientação sexual.

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No que respeita às situações de assédio ou violência, 43% das mulheres jovens dizem ter sofrido violência psicológica, comparativamente a 29% dos homens jovens. A diferença é ainda maior quando está em causa violência física ou sexual, sofrida por 30% das mulheres e 8% dos homens.

O estudo inquiriu 4.900 jovens entre os 15 e 34 anos, representando 2,2 milhões de portugueses, sobre questões tão diversas como o trabalho, as relações, a felicidade ou a participação política para traçar um retrato completo da juventude descreve uma juventude que não é homogénea, cuja vida é influenciada por diferentes aspetos, sobretudo pela idade e pelo seu nível de empoderamento.

Porém, algo que a responsável do estudo destaca neste retrato tão diversificado é as diferenças persistentes entre homens e mulheres.”Surpreendeu-me muito tudo o que tem a ver com a socialização que, em Portugal, se faz das mulheres e dos homens, que é muito distinta em todas as facetas da vida”, disse em declarações à Lusa a economista Laura Sagnier.

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