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Relação de África com a China deve ser menos centrada na dívida

O ministro da Economia senegalês, Amadou Hott, pediu hoje à China, o maior parceiro comercial de África, uma relação com o continente menos centrada na dívida e mais benéfica para as economias africanas.

O ministro falava no Fórum sobre Cooperação China-África (Focac), que se realizou em modo híbrido, com presença física ou virtual de empresários chineses e africanos.

A Focac é uma plataforma de diálogo político e um mecanismo de cooperação “baseado nos princípios da igualdade e do benefício mútuo”, explicou o ministro.

Segundo o governante, a cooperação deveria “visar mais investimento direto estrangeiro chinês em África.

“Temos muito investimento em dívida, precisamos de mais investimento em ações”, disse.

A China é criticada por utilizar as dívidas contraídas pelos Estados africanos, nomeadamente para financiar grandes infraestruturas, tais como aeroportos ou linhas de comboio, para aumentar a sua influência sobre países incapazes, ou não dispostos a cumprir os seus compromissos.

É também criticada pelas suas práticas comerciais, sociais e ambientais desequilibradas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês rejeitou, na sexta-feira, a acusação de que estava a utilizar a dívida em África. Citava a falta de equidade nos países africanos como um entrave ao seu desenvolvimento social.

O ministro senegalês apelou às empresas chinesas para que orientem mais os seus investimentos para a industrialização e digitalização das economias do continente, com uma transferência de competências e tecnologias.

O ministro sublinhou o impacto da covid-19 nas economias africanas e pediu que se aprendessem lições com a pandemia.

“Esta pandemia demonstrou a necessidade de as nossas economias produzirem mais e tornarem-se soberanas em setores estratégicos”, tais como o farmacêutico, a agroindústria e a digitalização, concluiu.

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