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Abel Ferreira volta a criticar calendário no Brasil e se encanta por torcida

A intensidade que o Palmeiras mostrou na vitória de virada sobre o Sport por 2 a 1 no Allianz Parque só foi possível graças ao tempo de descanso que os atletas tiveram entre o duelo com o Ceará, quarta-feira passada, e a partida desta segunda-feira no Allianz Parque, pelo Brasileirão. A avaliação é do técnico Abel Ferreira, crítico ferrenho do calendário do futebol brasileiro. Ele voltou a detonar o agendamento das partidas em um curto espaço de tempo, algo comum no País. Os responsáveis pelo calendário, segundo o técnico português, não “pensam”.

“A equipe só jogou com esse ritmo porque tivemos uma luta muito grande para adiar o jogo. Íamos jogar contra o Ceará, vir de avião e jogar dois dias depois aqui. Isso é de quem não pensa, seja quem for. Temos que sentar treinadores, jogadores, televisão, quem organiza a competição… Se quiserem jogos com intensidade, tem que dar descanso. A Fifa é muito clara, diz que, no mínimo, temos que ter 72 horas de descanso. Mas acreditam aqui que quanto mais jogo, melhor é. Eu acredito o contrário”, disse o treinador palmeirense, satisfeito com a performance de seus atletas contra o Sport. “A equipe é equilibrada. Jogamos o que o jogo dita. Os jogadores foram perfeitos”, resumiu Abel Ferreira.

Ele entende que o dia que a equipe ganhou a mais para se preparar foi fundamental para o desempenho no duelo diante do Sport. O Palmeiras, embora tenha conquistado a virada a partir de dois escanteios, teve grande repertório ofensivo, bom volume de jogo e finalizou 36 vezes. O goleiro Mailson fez ao menos quatro grandes defesas e evitou uma goleada em São Paulo.

“Futebol moderno é isso: intensidade, futebol vertical, de jogar para frente, de chutar 36 vezes. Agora, para que isso aconteça, é preciso que se dê tempo para descansar a equipe. Foi o que aconteceu”, reforçou. “Jogamos com o Bahia e tivemos dois dias de descanso, depois o Bragantino e dois dias para o Ceará. Não sei quem são os inteligentes que organizam, e enquanto eu estiver aqui, como diria o Zagallo, vão ter que me engolir”, completou o treinador, fazendo alusão à famosa frase eternizada pelo ex-técnico brasileiro.

Comentários de parte da imprensa também suscitaram novas reclamações de Abel, desgostoso com quem diz que ele supostamente havia perdido o controle dos atletas, algo que ele garante não ter acontecido.

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