João Rendeiro em parte incerta não regressa a Portugal -

João Rendeiro em parte incerta não regressa a Portugal

O ex-banqueiro João Rendeiro confirma a fuga para lugar incerto fora do território europeu

O ex-presidente do Banco Privado Português foi condenado a três anos e seis meses de prisão efetiva, por crimes de burla qualificada, e admite não voltar a Portugal.

João Rendeiro está em lugar incerto, fora da Europa, de acordo com a TVI 24. O antigo banqueiro, condenado na terça-feira a prisão efetiva por crimes de burla qualificada, confirma que fugiu “em legítima defesa” contra uma “Justiça injusta”, e promete não se sujeitar sem resistência a decisões que considera uma “violência”.

Na declaração que publica no blogue pessoal, o antigo presidente do Banco Privado Português começa por esclarecer que não tenciona, desta vez, voltar a Portugal, ao contrário do que aconteceu em todas as viagens que fez ao estrangeiro. João Rendeiro garante que não regressar é uma decisão difícil, que foi tomada após uma profunda reflexão. O ex-presidente do Banco Privado Português também acrescenta que se sente injustiçado pela Justiça do país e revela que vai pedir às instâncias internacionais que avaliem o processo. Há um Direito acima do que, em Portugal, se considera como sendo o Direito, afirma.

Os ataques de Rendeiro atingem ainda o Supremo Tribunal de Justiça e o Tribunal Constitucional, que são acusados de lhe terem negado o direito ao recurso. O antigo líder do BPP acredita que se tornou bode expiatório de uma vontade de punir os que afinal não foram punidos.

O antigo presidente do Banco Privado já foi condenado em três processos: a dez, cinco e três anos de prisão efetiva. A condenação mais recente foi proferida na terça-feira. João Rendeiro foi condenado a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por crimes de burla qualificada.

Jaime Antunes, porta-voz da Associação de Clientes do BPP, sublinha, em declarações à TSF, o que considera uma espécie de inevitável ‘rabo de fora’ da notícia. “É o único banco na União Europeia que foi à falência onde os depositantes perderam dinheiro, não há exemplos de outros casos destes. As pessoas que perderam dinheiro e que não foram ressarcidas em nenhuma instância.”

O representante da Associação de Clientes do BPP destaca que a maior preocupação deve ser dirigida para compensar os lesados. “Os tribunais têm processos em curso e esses processos não mexem uma palha. Essa é que é, para os clientes, a questão mais relevante agora. A questão do João Rendeiro… ‘okay’… do ponto de vista de imagem e psicológico, é com certeza relevante…” No entanto, Jaime Antunes vinca: “Não é o facto de o João Rendeiro ser preso que vem ressarcir os clientes do prejuízo que têm.”

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