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A guerra do Afeganistão precisava ter acontecido?

Diplomatas avaliam que conflito mais longo dos EUA poderia ter sido evitado ou encurtado.

Combatentes do Talibã agitaram fuzis Kalashnikov e brandiram seus punhos cerrados após os ataques de 11 de Setembro de 2001, desafiando os avisos dos EUA de que, se não entregassem Osama bin Laden, seu país seria bombardeado até ser reduzido a escombros.

As bravatas acabaram assim que as bombas americanas começaram a cair. Em poucas semanas muitos talibãs já tinham fugido da capital afegã, apavorados com o zumbido baixo dos caças B-52 que se aproximavam. O Talibã não demorou a virar uma força esgotada, cujos membros fugiram atravessando a paisagem árida das montanhas do Afeganistão. Como uma das jornalistas que os cobriu nos dias iniciais da guerra, testemunhei em primeira mão a incerteza e a perda de controle dos talibãs.

Foi nos últimos dias de novembro de 2001 que os líderes do Talibã começaram a buscar uma aproximação com Hamid Karzai, que não tardaria a tornar-se o presidente afegão interino. Queriam fechar um acordo.

“O Talibã estava completamente derrotado. Não pediu nada exceto uma anistia”, recordou Barnett Rubin, que trabalhou com a equipe política das Nações Unidas no Afeganistão na época.

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