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Ao menos 18.667 crianças foram forçadas a se juntar a agora desmobilizada guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), tendo sido sujeitas ao longo de duas décadas a abusos e tratamento considerados crimes de guerra, afirmou nesta terça-feira (10) a Jurisdição Especial para a Paz, que julga crimes hediondos no país.
A corte irá investigar o grupo, dissolvido após assinar um acordo de paz em 2016, pelo recrutamento. “Instrumentalizar meninos e meninas no conflito causou dor à sociedade colombiana”, disse o presidente da corte, Eduardo Cifuentes.
Os números foram extraídos por meio da análise de 31 base de dados compiladas por grupos de vítimas e pelo Estado, bem como a partir de testemunhos de 274 pessoas recrutadas à força, explicou Lily Rueda, juíza que lidera o caso na JEP.
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