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Moçambique só tem 2,4% da população vacinada

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse hoje que o país vacinou apenas 2,4% da população-alvo contra a covid-19, considerando “insignificante” essa percentagem, num momento em que o território bate recordes de casos e mortes, devido à pandemia.

“Até agora, estão completamente vacinadas em Moçambique cerca de 400 mil pessoas, o que corresponde a apenas 2,4% da população alvo identificada no Plano Nacional de Vacinação Contra a Covid-19”, afirmou Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano falava na cerimónia de lançamento da Campanha de Vacinação em Massa contra a Covid-19, que se iniciou hoje no país.

Qualificando como “insignificante” o número de doses administradas, o Presidente moçambicano recordou que o Governo pretende inocular cerca de 17 milhões de pessoas com mais de 15 anos, até ao final de 2022.

Filipe Nyusi assinalou que o país vive em plena terceira vaga do novo coronavírus, com o número de óbitos, infeções e internamentos muito superior ao do pico da segunda onda, que se registou entre janeiro e fevereiro e que foi mais severa do que a primeira.

“Em julho, registamos o maior número de casos, com 45.806 notificações, um número superior à soma do registado nos dois meses de pico da segunda vaga, que foi em janeiro e fevereiro, que foi um período carrasco”, referiu Filipe Nyusi.

Ainda no último mês, prosseguiu, o país registou 555 óbitos, um número também superior à soma dos dois meses de pico da segunda vaga.

“Estes números ilustram a gravidade da terceira vaga da pandemia. Moçambique perdeu artistas, desportistas, operários médicos, professores, comerciantes, mães e domésticas. É uma lista diária grave”, salientou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi avançou que o país vai usar a experiência que detém na vacinação para massificar a imunização da população contra a covid-19, defendendo que a vacina “é uma arma importante para o combate à covid-19”.

“Ao longo da história, o nosso país tem recorrido à vacinação contra doenças como a malária, sarampo, pólio, tétano e tosse convulsa”, acrescentou.

O chefe de Estado moçambicano assegurou que a inoculação massiva da população vai permitir a retomada da vida social e económica do país o mais normal possível.

Filipe Nyusi apontou a exiguidade das vacinas contra o novo coronavírus como um grande desafio para o objetivo de massificação da vacinação, agradecendo o apoio de parceiros internacionais na disponibilidade dos fármacos.

A campanha de massificação da vacinação hoje lançada pelo Presidente da República tem como grupos prioritários funcionários públicos, professores, motoristas e cobradores de transportes coletivos de passageiros, pessoas com idade superior a 50 anos e combatentes da luta de libertação nacional.

Moçambique regista um total acumulado de 1.500 mortes por covid-19 e 126.391 de casos, dos quais 76% recuperados da doença.

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