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A casa de fados mais antiga de Lisboa está em risco

Aqui há silêncio… mas não se vai cantar o fado. Desde março do ano passado que o Luso, no Bairro Alto, está de portas fechadas por causa da pandemia. Sem turistas, com as restrições e o medo da covid-19 não se justifica abrir. E os fadistas anseiam por palmas.

“Esta é a casa do meu coração, a casa do meu coração”, diz Elsa Laboreiro, 60 anos, fadista residente do Café Luso, a mais antiga casa de fados de Lisboa. E neste momento, o coração está “desfeito”, assume a artista com garganta presa e lágrimas a querer saltar dos olhos. O estabelecimento está fechado há mais de um ano devido à pandemia e não há previsões relativamente à data de reabertura. “As expetativas e as perspetivas não são animadoras, mas estamos cá para lutar. O fado tem sobrevivido décadas e décadas e décadas e não vai ser esta pandemia que nos vai deitar abaixo”, diz Nuno Fernandes, diretor-geral do Fado & Food Group, proprietário desta e de outras três casas de fado em Lisboa, tentando manter o ânimo perante a incerteza. Mas está difícil.

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