"Na prática, já estamos na quarta onda e Lisboa é o motor" - Plataforma Media

“Na prática, já estamos na quarta onda e Lisboa é o motor”

O professor da Faculdade de Ciências Carlos Antunes diz ao DN que a fase que vivemos agora é semelhante à primeira onda, registada de março a maio de 2020, e superior à que se viveu em junho do ano passado. O pneumologista Carlos Robalo Cordeiro não fala em quarta vaga, mas diz que é um risco que se corre. Ambos defendem medidas imediatas para Lisboa. E a única solução é reduzir os contactos.

No dia 12 de junho, Lisboa atingiu os 254 casos por 100 mil habitantes e a tendência é para continuar a crescer. O professor Carlos Antunes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, diz que a estratégia de testagem já não está a funcionar e que já há sinais de que se está a perder o controlo da situação. E à questão colocada pelo DN sobre se Lisboa está a ser o motor para uma quarta onda pandémica, Carlos Antunes, que integra a equipa que desde o início da pandemia faz a modelação da evolução da doença, é perentório: “Na prática já estamos numa quarta onda pandémica, porque a fase que estamos a viver já está com uma amplitude e um comprimento semelhante à onda de março do ano passado, que se estendeu até maio.”

Aliás, “a situação que vivemos agora já é muito superior à de junho do ano passado. Está com uma amplitude em que a tendência é para ultrapassar o máximo alcançado em março, abril e maio do ano passado, e deverá ter um comprimento até julho”, sustenta.

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