Câmara de Lisboa a "averiguar" possíveis transmissões de dados pessoais no passado - Plataforma Media

Câmara de Lisboa a “averiguar” possíveis transmissões de dados pessoais no passado

Autarca da câmara lisboeta, Fernando Medina, garante ter sabido do caso pela comunicação social.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, garantiu esta quinta-feira a autarquia está a fazer um levantamento de “hipotéticas situações” do passado, semelhantes à que levou à divulgação de dados de ativistas russos que se manifestaram contra o regime de Putin.

Fernando Medina disse, em entrevista à RTP, que soube “há poucos dias” do episódio pela comunicação social. “Não fui informado das queixas”, garantiu o autarca, reconhecendo no entanto que já “foi dada razão aos manifestantes em abril”, aquando dos primeiros alertas dos próprios.

Nesse mesmo mês, foi determinado que “a transmissão de dados não devia ser feita”. Desde aí já se realizaram “quatro manifestações” das quais não houve uma transmissão de dados deste tipo, assinala. “Não houve mais dados transmitidos a nenhuma embaixada relativamente a essa matéria.”

Todos os procedimentos adotados em relação a todas as manifestações do passado estão a ser alvo de uma “averiguação completa”, garantiu também o presidente da câmara de Lisboa, para apurar “hipotéticas situações” anteriores e daí serão retiradas “responsabilidades internas” que podem incluir a reorganização de serviços.

A auditoria será feita a todas as manifestações que ocorreram na capital, pelo menos desde 2011, ano em que houve uma alteração legislativa com o fim dos governos civis, que fez transitar para as autarquias algumas competências sobre realização de manifestações.

Questionado sobre se tem condições para se manter no cargo que ocupa, Fernando Medina diz ter cumprido o seu papel, mas assinala que há “aproveitamento político” do caso.

“A insinuação e a acusação de que a câmara de Lisboa está conluiada com o regime de Putin é simplesmente do mais puro oportunismo político. Diria até de um certo delírio”, acusou.

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