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PGR pede colaboração internacional para esclarecer o complexo escândalo financeiro e patrimonial

Gabriel Bunga

O procurador-geral da República, Hélder Pitta Groz, disse, ontem, em Luanda que a Procuradoria-Geral da República (PGR) accionou a cooperação internacional para ajudar o Estado angolano a esclarecer o complexo escândalo financeiro e patrimonial que envolve o major Pedro Lussati, antigo funcionário da Casa de Segurança do Presidente da República.

O magistrado do Ministério Público falava em reacção à reportagem veiculada pela Televisão Pública de Angola, na segunda-feira, dando conta do desvio de avultados valores monetários em dólares, euros e kwanzas guardados em malas e carros em condomínios de luxo em Luanda e outros transferidos para o exterior do país.

O major das FAA é apresentado com bens repartidos entre carros de luxo, apartamentos de luxo, relógios de luxo, calçados de alta qualidade e marca, barcos de recreio em Luanda e no exterior do país.

Diante do escândalo, vários internautas reagiram nas redes sociais com sentimentos de revolta e indignação.

Hélder Pitta Groz disse que, tendo em conta a complexidade do caso, a PGR pediu a intervenção internacional para ajudar o Estado angolano. “Acredito que não vai levar muito tempo para ser concluído. Agora temos é a questão dos bens. Há bens que estão em Angola e outros que estão fora do país. Já accionamos a cooperação internacional para ajudar na localização e identificação destes bens para serem apreendidos”, disse. O magistrado garantiu que a instituição está a trabalhar no caso com maior celeridade e que estão envolvidos na investigação especialistas do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e de todos os órgãos de Defesa e Segurança do Estado.

Hélder Pitta Groz disse que neste momento a equipa de investigação que está a inquirir os serviços de algumas Unidades Orçamentais da Casa de Segurança do Presidente da República para se compreender os meandros da concretização do escândalo financeiro que está a abalar o país.

Indicou que os suspeitos são militares e por isso “é necessário a mobilização de vários especialistas para se desvendar toda a verdade”.

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