PIB não petrolífero de Timor-Leste cai 8,5% em 2020 afetado pela Covid-19

PIB não petrolífero de Timor-Leste cai 8,5% em 2020 afetado pela Covid-19

O Produto Interno Bruto (PIB) não petrolífero de Timor-Leste caiu 8,5% em 2020 devido aos efeitos da pandemia de covid-19 associados à crise política no país, indicou hoje o Ministério das Finanças timorense

“O PIB não petrolífero registou um crescimento negativo de -8,5% em termos constantes, comparativamente ao crescimento de 1,8% registado em 2019. Uma queda significativa nos investimentos impulsionou o crescimento económico negativo”, de acordo com os dados preliminares divulgados pelo Ministério das Finanças.

Numa nota publicada pela Direção de Estatísticas, o Ministério das Finanças explicou que a queda no PIB não petrolífero se deveu a uma redução de quase 50% no investimento público e de quase 40% do investimento privado.

“Os investimentos privados foram os mais foram atingidos pelos impactos combinados da incerteza política e do estado de emergência em resposta à contenção da pandemia covid-19, particularmente no segundo trimestre de 2020”, acrescentou a mesma nota.

Isso forçou muitas empresas a reduzir horários ou até a encerrar, apesar de “algumas ajudas financeiras por parte do Governo”, referiu.

O Ministério das Finanças destacou que a aplicação de um regime duodecimal durante os primeiros dez meses do ano, devido à instabilidade política, a par dos efeitos da pandemia da covid-19, exacerbaram a queda.

O consumo público subiu 1%, a compensar parte das restantes quedas dos outros componentes do PIB não petrolífero, mas “teria sido fixado em -4%” se fossem excluídos gastos associados à resposta à pandemia, indicou.

“O crescimento deveu-se a um aumento de bens e serviços e salários e vencimentos (…) que se deve principalmente a uma quantidade significativa de dinheiro atribuído à gestão da covid-19”, notou.

O ano passado ficou ainda caracterizado por um recuo de 28,3% nos gastos dos parceiros de desenvolvimento, com a crise política e a pandemia a afetarem tanto o consumo como o investimento.

No que se refere à atividade económica das famílias, o Ministério das Finanças destacou a queda de 2,3%, sublinhando que os apoios monetários e em espécie “ajudaram a maioria das famílias a reduzir os efeitos das perdas efetuadas durante os períodos de emergência, especialmente no segundo trimestre” do ano.

As exportações de bens e serviços caíram 41,4%, com a produção de café a descer e a rede internacional de comércio a ser afetada pela pandemia, tendo as importações descido 17,1% durante o ano.

“A restrição internacional das fronteiras em resposta à pandemia da covid-19 levou à interrupção dos bens e serviços negociados com outros países em 2020. Uma redução substancial das importações de serviços foi também consequência de uma queda acentuada dos investimentos públicos”, explicou.

Esta foi a primeira vez que a Direção de Estatísticas divulgou uma versão preliminar do PIB não petrolífero do país, devendo os dados finais referentes a 2020, incluindo o PIB petrolífero, ser publicadas entre setembro e outubro de 2021.

“Os dados finais serão mais precisos porque incluirão todos os dados, especialmente do lado da produção (Business Activity Survey). Por esta razão, a taxa de crescimento final do PIB de 2020 será provavelmente ligeiramente diferente da preliminar”, sublinhou.

Related posts
MundoSociedade

Variante indiana do coronavírus está presente em 44 países

ChinaEconomia

PIB de Guangzhou sobe 19,5% no primeiro trimestre de 2021

MundoSociedade

Índia supera 200.000 mortes por covid-19 e Europa tem mais de 50 milhões de casos

MundoSociedade

Mundo ultrapassa 1 bilhão de vacinas anticovid administradas

Assine nossa Newsletter