Revista Nature aponta cinco razões que quase impossibilitam a imunidade de grupo. Peritos portugueses confirmam obstáculos.
A tão ansiada imunidade de grupo de que se fala há um ano, desde o início da pandemia, arrisca-se a ser um objetivo impossível de alcançar e há várias razões para que nunca aconteça.
O receio dessa provável impossibilidade é apresentado pela Nature, uma revista especializada em ciência, e é subscrita por peritos portugueses contactados pela TSF.
A Nature indica cinco razões, a começar pelas incertezas que existem sobre a capacidade das vacinas para evitar a transmissão da Covid-19 – mas não de evitarem o desenvolvimento de sintomas e especialmente de sintomas graves.
Depois, há ainda as dificuldades de produzir rapidamente vacinas para distribuir por todo o mundo, que todos aceitem receber a vacina, o surgimento de novas variantes e as incertezas sobre o tempo que durará a imunidade de cada pessoa vacinada ou que já teve a infeção de forma natural.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Virologia admite que os argumentos anteriores fazem sentido. Paulo Paixão explica que “o conceito de imunidade de grupo diz-nos que, se atingirmos um determinado patamar, as outras pessoas ficam protegidas porque o vírus vai deixar de circular, mas este é um conceito que dificilmente se aplica aos vírus respiratórios e o melhor exemplo é a gripe”. “Para mim, não é novidade a ideia de que o vírus não vai deixar de circular quando tivermos 70% ou 80% da população imunizada, porque não vamos conseguir bloquear, totalmente, a circulação do vírus”, refere.
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