Na década de 1980, país tinha pelo menos cinco institutos capazes de produzir imunizantes.
A pandemia da Covid-19 evidenciou uma fragilidade do Brasil: a alta dependência de insumos importados da China para a fabricação de vacinas e o sucateamento de laboratórios e fábricas usados para produzir imunizantes no país.
Enquanto na década de 1980, o Brasil tinha pelo menos cinco institutos capazes de produzir vacinas, atualmente, há apenas dois em operação: Bio-Manguinhos, da Fiocruz, e o Instituto Butantan.
E das 17 vacinas atualmente distribuídas por esses dois institutos de pesquisa, só quatro são fabricadas totalmente no Brasil e não dependem da importação do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), como é chamada a matéria-prima para produzir imunizantes.
Esse sucateamento do setor de vacinas para humanos contrasta com os elevados investimentos na fabricação nacional de imunizantes para animais, principalmente gado.
Enquanto o Brasil importa a grande maioria das vacinas usadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mais de 90% das vacinas para gado são fabricadas no país, segundo o Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal).
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