Enquanto os brasileiros sofrem com a falta de vacina, com a crise na economia que aumenta o número de desempregados e de pessoas que passam fome, o presidente Jair Bolsonaro, acompanhado da família e de amigos, resolveu decretar para si próprio feriado de Carnaval
Os versos da música são ótimos, estão em todos os carnavais, mas verso é verso, não dá para ninguém, muito menos para um presidente da República, viver na base do “deixa a vida me levar, vida leva eu”. Há, no entanto, uma exceção que infelizmente encarnou na figura que nos governa: o capitão Jair Messias Bolsonaro. Enquanto os brasileiros sofrem as agruras de tempos difíceis em quase todos os departamentos da vida, o capitão, esteja ele aboletado ou não em um barco, iate ou coisa que o valha, demonstra que o seu destino vai, literalmente, de vento em popa. E ele não sente o menor constrangimento em rir e mergulhar, enquanto o País padece, imerso que está, em uma crise sanitária e econômica que parece não ter fim – daquelas que não adianta virar Santo Antonio de ponta cabeça, não adianta colocar São Judas Tadeu olhando para a parede, não adianta trocar santos de lugar dentro de casa ou nas paróquias.

Já que falamos em vento e em popa, que lembra água, cabe assinalar que também não resolvem oferendas à rainha do mar. O presidente ri, e ri feito o protagonista do filme “O homem que ri”, de 1928, inspirado em livro homônimo do escritor francês Victor Hugo, verdadeiro criador do personagem Coringa, em meados do século 19. Ah, não se pode esquecer: os três ou sete pulinhos dados nas ondas igualmente não estão solucionando nada para a esmagadora maioria da população. Parece que estamos, aqui, brincando — mas não estamos não, é só para desanuviar um pouco. A coisa é séria! Vale a fé! Iemanjá é mãe, mas tudo fica muito difícil com Bolsonaro.
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