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A mulher que está a transformar a agricultura no continente

Jornal de Angola

Nasceu em Angola, mas gosta de apresentar-se como cidadã africana. “Verdadeiramente africana”, como faz questão de dizer ao mundo. Josefa Sacko, a mulher que, nos últimos quatro anos dirigiu um dos mais importantes departamentos da União Africana, que trata da Agricultura e Desenvolvimento Rural, já não é só uma das angolanas mais conhecida no continente. É, também, das africanas mais respeitadas e ouvidas em todo o mundo, quando o assunto é agricultura

Ao entrar para a União Africana, em 2017, recebeu a missão de alinhar as políticas e estratégias continentais, regionais e nacionais. A ideia era fazer com que o Programa Integrado para o Desenvolvimento da Agricultura em África (CAADP), lançado em 2003, fosse implementado nos Estados-membros, como forma de melhorar a produtividade, diversificar as culturas, garantir a segurança nutricional, melhoria dos solos, mecanização agrícola, irrigação, agro-negócio e uma agricultura inteligente.

Josefa Sacko não tremeu. Os 13 anos passados à frente da Organização Inter-africana do Café, integrada por 25 países africanos produtores, facilitaram-lhe a adaptação ao novo cargo. Quatro anos passados, o trabalho desta engenheira agrónoma e economista foi além de alinhar políticas e estratégias. Percorreu África e o mundo em busca de saídas inovadoras para desenvolver o continente que, apesar de possuir 65 por cento de terras aráveis não cultivadas do mundo, uma força de trabalho jovem e vibrante, ainda vive mergulhada numa pobreza extrema. A integração da área de Economia Azul e Ambiente ao seu já extenso Departamento, no âmbito das reformas da União Africana, é bem a confirmação do trabalho bem feito desta angolana que ganhou a proximidade com os problemas da terra ainda na formação.

A facilidade de comunicação é, também, uma vantagem. Além de português, Josefa Sacko fala fluentemente  francês, Inglês, espanhol e Lingala,  esta última falada no Noroeste da República Democrática do Congo (RDC) grande parte do Congo Brazzaville e algumas zonas de Angola e da República Centro Africana.

Seja qual for o palco, num país remoto do continente, na tribuna da ONU ou na sede da União Africana, em Adis Abeba, quem a ouve reconhece nela a paixão pela terra, a força para transformá-la e influenciar mudanças. Por isso, é sempre bem referenciada nos comités técnicos especializados e pelos ministros africanos da Agricultura, Ambiente e Recursos Hídricos. Mas também pelos principais parceiros de desenvolvimento, como a União Europeia, Banco Africano de Desenvolvimento, Fundo Internacional de Desenvolvimento (FIDA), FAO, Banco Mundial e Programa Alimentar Mundia (PAM).

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