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Classe médica quer condições nos hospitais para a melhoria da assistência à população

Rodrigues Cambala

Médicos angolanos admitem que a classe enfrenta inúmeras dificuldades na prestação dos serviços de saúde à população, em função do défice de materiais gastáveis, do rácio desproporcional entre profissionais e utentes, bem como o não acompanhamento rigoroso nas carreiras médicas.

Em alusão ao Dia do Médico, que hoje se assinala, o médico gino-obstetra Feliciano Chilunga avalia a actividade como sendo positiva, sem deixar de enumerar as dificuldades inerentes ao exercício da profissão.

“Falta-nos material gastável e estímulos para pesquisa. Verificamos uma desproporção do rácio entre médicos e pacientes, nos nossos hospitais”, adicionou.
Ao jornal de Angola, o médico avalia, ainda, que a fraca sistematização dos serviços de saúde tem estado na base do excesso de trabalho, contribuindo na pouca satisfação dos utentes.

Uma vez que a meta é corresponder às necessidades dos pacientes, Feliciano Chilunga disse que o empenho dos profissionais na assistência tem contribuído no decréscimo dos indicadores da mortalidade no país.
“Nós, os médicos, vivemos também momentos dramáticos, quando perdemos pacientes, familiares e colegas. De certa forma, cria-nos um sentimento de tristeza no nosso seio”, anotou, para quem a fé em Deus faz pensar que o melhor há-de vir.

Formado há seis anos na Universidade Agostinho Neto, o médico defende a municipalização dos serviços de saúde para que se reduza o fluxo de pacientes nas unidades terciárias. “É importante dizer que, além de optimizar os próprios serviços de saúde, também levaria a reboque a humanização, o que devia contribuir numa maior satisfação aos utentes”, realçou.
A médica Sheila Gonçalves apontou que as dificuldades no exercício da medicina em Angola são muitas e sempre acrescidas a várias condicionantes sociais. Disse que há dificuldades de dar resposta aos principais problemas da saúde, necessitando-se, para isso, de uma organização para captar os melhores quadros formados no país.

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