Governo anuncia que Miguel Frasquilho renunciou a aumento na TAP - Plataforma Media

Governo anuncia que Miguel Frasquilho renunciou a aumento na TAP

O Ministério das Infraestruturas e Habitação informou que o presidente do Conselho de Administração da TAP vai rejeitar qualquer aumento salarial. Além disso, os encargos com o CA da TAP reduziram-se em 33% em valores brutos, de março a dezembro.

O Ministério das Infraestruturas e Habitação anunciou que Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de Administração da TAP, “já comunicou a intenção de renunciar a qualquer diferencial que resulte de acumulação das funções com efeitos à data de 28 de outubro”, sem comentar informações de que possa ter havido pressão do ministro perante a polémica que se instalou com os aumentos. Por sua vez, Frasquilho diz que abdica da subida salarial para participar de forma “tranquila” nas negociações sobre o futuro da TAP.

Em comunicado, o Ministério responde à polémica sobre aumentos na TAP, referindo que “não teve qualquer acréscimo de custos salariais com as funções desempenhadas pelos três administradores, bem pelo contrário

Face às notícias sobre os aumentos salariais efetuados na TAP, nomeadamente do seu CEO interino, Ramiro Sequeira, o Governo diz numa nota enviada ao JN que, “comparando o mês de março com o mês de dezembro do atual ano, os encargos com o Conselho de Administração da TAP, na sua atual configuração, reduziram-se em 33% em valores brutos”.

“Importa também esclarecer que os valores que têm sido noticiados não são aqueles que efetivamente têm sido pagos aos três administradores, uma vez que se tratam de valores brutos, sobre os quais têm sido aplicados reduções que atingiram os 35% durante o lay-off (uma percentagem de corte superior à que foi aplicada aos trabalhadores) que e se mantêm neste momento nos 5%, quando a TAP já não está a aplicar cortes nos vencimentos dos trabalhadores”, argumenta ainda o Ministério.

Além disso, refere que, quando o plano de restruturação estiver a ser aplicado, o corte salarial dos trabalhadores atingirá um máximo de 25% (e apenas nos salários mais elevados), e no caso dos administradores será de 30%.

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