Responsabilidade Social e Vacinação - Plataforma Media

Responsabilidade Social e Vacinação

O ano de 2020 ficará, historicamente, marcado pela Pandemia, COVID-19; aliás, reconhecida como tal, pela Organização Mundial de Saúde, no dia 11 de Março.

Esta Pandemia, infelizmente, já provocou consideráveis e muito significativos números, quer de mortes, quer de hospitalizações, tendo gerado uma “pressão”, sem precedentes, sobre os Sistemas de Saúde, em todo o Mundo.

De acordo com os “especialistas”: uma Vacina, por definição, “é uma preparação biológica que fornece imunidade adquirida activa para uma doença particular”; por isso, através dos tempos, a Vacinação tem-se revelado “o meio mais efectivo e seguro para o combate e a erradicação de doenças infecciosas (ex.: varíola, sarampo, tétano…)”.

Assim sendo, é reconhecido por Todos, que, só com o desenvolvimento e a disponibilização, a nível mundial, de Vacinas, eficazes e seguras, se poderão criar condições para o controlo da Pandemia; entendimento este que determinou e explica o enorme esforço de convergência na comunidade científica global.

Para Portugal, está prevista a disponibilização de cerca de 22,8 milhões de doses de Vacina, volume este que deverá permitir a Vacinação da totalidade da População Residente, até ao final de 2021

Nesta ambiência, no dia 17 de Junho, foi “emitida” a estratégia da União Europeia contra a COVID-19.

A Comissão Europeia, no âmbito da mesma: aprovou o modelo de acordo com os Estados Membros sobre a aquisição de Vacinas, que atribui a cada Um “o direito de aquisição de uma quantidade determinada, num determinado período e a um determinado custo, parcialmente financiado pelo Instrumento de Apoio de Emergência”; está a tratar da compra de Vacinas, através da “celebração de contratos de aquisição prévia”, tendo, em concreto, já assegurado mais de mil milhões de doses de Vacina.

Releve-se que, para Portugal, está prevista a disponibilização de cerca de 22,8 milhões de doses de Vacina, volume este que deverá permitir a Vacinação da totalidade da População Residente, até ao final de 2021.

No plano operacional, os Ministérios da Defesa Nacional, Administração Interna e Saúde, pelo Despacho n.º 11737/2020, determinaram a constituição de um “Grupo responsável” pela elaboração do Plano de Vacinação. Quanto ao acesso à Vacina, de acordo com o previsto no mesmo, importará, entre outros aspectos, referir que deverá ser: Universal, Gratuito e Facultativo; Faseado e Limitado, pelo menos numa primeira etapa; assente num Calendário não rígido, antes, Actualizável em função de novos dados científicos e da distribuição efectiva das doses de Vacina.

Naturalmente, a implementação deste Plano de Vacinação integrará um programa de comunicação que se deverá pautar pela rapidez e constante actualização da informação, cuja eficácia será decisiva para gerar a Confiança na População, assegurando a Sua aceitação à Vacina.

Neste, muito complexo e difícil, “clima social”, continuará a ser fundamental a manutenção e reforço de um comportamento colectivo e individual onde “reine” a prudência; sendo certo que a Vacinação terá um papel central na contenção da Pandemia, isto é: na Preservação de Vidas Humanas; na Protecção dos Sistemas de Saúde; no restabelecimento da Economia e da Vida Social.

Em 2021, com Responsabilidade Social, a restauração de uma “nova” Normalidade, será uma Realidade!

*Deputado do Partido Socialista (PS) – Portugal

Related posts
MundoSociedade

Guterres: "Mundo não foi capaz de se juntar" no processo de vacinação

ChinaMacau

Negociações entre Macau e Pequim só com alta taxa de vacinação

MundoSociedade

Coreia do Sul avança com terceira dose da vacina nos próximos meses

MacauSociedade

Postos deixam de ter limite para vacinação sem marcação

Assine nossa Newsletter