Início » Acusados de engravidar candidatas a polícia em Moçambique expulsos da corporação

Acusados de engravidar candidatas a polícia em Moçambique expulsos da corporação

A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos de Moçambique, Helena Kida, disse hoje que dois instrutores acusados de engravidar candidatas a polícia num centro de formação foram expulsos da corporação.

A governante falava na Assembleia da República durante a sessão de perguntas e respostas entre os membros do executivo e os deputados no parlamento.

“Dos casos de assédio sexual em que dois instrutores se envolveram com instruendas, engravidando-as, foram objeto de censura jurídico-disciplinar, tendo, com efeito, sido expulsos da corporação, como culminar dos processos disciplinares que lhes foram instaurados”, afirmou Helena Kida.

A ministra não deu mais pormenores sobre o caso, mas assinalou que o mesmo é exemplo do compromisso do Estado em promover a legalidade e respeito pelos direitos humanos na atuação dos agentes da lei e ordem.

Nesse sentido, prosseguiu, 200 agentes da polícia foram expulsos da corporação, de janeiro a outubro, por prática de diversos ilícitos, um aumento de 7% em relação ao período homólogo de 2019.

O caso da prática de assédio sexual envolvendo os instrutores e as instruendas da Polícia da República de Moçambique foi conhecido em agosto, quando foi divulgada nas redes sociais uma ordem do comandante-geral da polícia, Bernardino Rafael, para instauração de um processo disciplinar contra instrutores da Escola Prática da Polícia de Matalane, província de Maputo, por suspeitas de terem engravidado candidatas durante a formação.

No documento, Bernardino Rafael ordenava a suspensão dos instrutores e o regresso de, pelo menos, 15 jovens para as suas casas por estarem grávidas, assegurando a sua reintegração no curso após o parto.

No âmbito de uma investigação, o Ministério do Interior constatou que das 15 jovens, apenas duas engravidaram de relações com superiores hierárquicos (um instrutor e um agente do asseguramento), sendo que 11 engravidaram de parceiros de fora da escola enquanto faziam o curso e duas engravidaram em relações com outros colegas.

O caso levantou a indignação de várias pessoas, principalmente nas redes sociais, com várias organizações da sociedade civil moçambicana a exigirem a responsabilização dos autores.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website