Para o Médio Oriente, a derrota eleitoral de Donald Trump marcará o fim de uma política impulsiva, muito favorável à Arábia Saudita e a Israel e tremendamente hostil ao Irão.
Nos últimos quatro anos, os Estados Unidos de Trump retiraram-se unilateralmente do acordo sobre o programa nuclear do Irã, mataram o poderoso general iraniano Qasem Soleimani, transferiram sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e reduziram sua presença militar na região.
O genro e conselheiro de Donald Trump, Jared Kushner, encarregado de trabalhar em um processo de paz regional, fortaleceu suas relações amistosas com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e as desenvolveu com o príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman, não sem gerar polêmica.
Em uma região tão rica em petróleo quanto em tensões diplomáticas, o governo Biden terá de reorientar a política dos Estados Unidos e tratar do respeito a alguns “valores” democráticos, estima em relatório o Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR).
“Biden indicou claramente sua intenção de restabelecer o JCPOA [o acordo sobre o programa nuclear iraniano alcançado em Viena em 2015] se o Irã o cumprir plenamente” e de retomar um “diálogo diplomático com Teerã sobre questões mais amplas”, enfatizou.
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