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Portugal quer fechar acordo final sobre nova PAC

A ministra da Agricultura disse ontem que Portugal quer fechar o acordo final sobre a nova Política Agrícola Comum (PAC) para o período 2023-2027 durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE).

Na sessão de encerramento do “webinar” luso-espanhol “A pecuária extensiva face aos novos desafios da PAC”, que decorreu ontem, Maria do Céu Antunes referiu que Portugal continua “a trabalhar empenhadamente” para, durante a presidência portuguesa, “poder dar sequência aos compromissos que assumiu” no âmbito da nova PAC, “nomeadamente na relação direta entre o Parlamento, o Conselho da UE e a Comissão Europeia”.

O objetivo é chegar-se “rapidamente” ao “acordo final” da nova PAC para haver “os regulamentos tão importantes para que cada Estado-membro possa definir a sua política [agrícola] e colocá-la ao serviço dos seus cidadãos”, frisou.

O novo plano estratégico da PAC “está a ser preparado em todos os estados-membros”, vai ser discutido no Parlamento Europeu, Conselho da UE e Comissão Europeia e “entrará em vigor em 2023”, disse Maria do Céu Antunes.

Segundo a ministra, Portugal e Espanha estão a trabalhar aos níveis técnico e político para discutirem o que estão a propor aos agricultores de cada país “no domínio do próximo plano estratégico da PAC” para que “o efeito de fronteira não se verifique” e os dois países possam “ter condições de igualdade”, que lhes permitam “também ser mais competitivos à escala global”.

Maria do Céu Antunes disse que a agricultura portuguesa estava numa trajetória de crescimento “impar”, mas foi surpreendida pelos efeitos da pandemia de covid-19, que teve e vai continuar a ter consequências “inevitáveis” no setor.

“Queremos que a agricultura seja uma parte ativa para podermos todos aspirar a um futuro melhor. É por isso que precisamos de acompanhar também os efeitos desta pandemia, porque estávamos numa trajetória de crescimento ímpar e fomos todos surpreendidos pelos efeitos deste vírus [da covid-19] que não conhecíamos e que ainda não conhecemos na totalidade”, afirmou.

Neste sentido, a ministra frisou que a PAC também tem como objetivo criar instrumentos que permitam ao setor agrícola “ganhar resiliência”.

E, atualmente, “precisamos de facto de estimular a resiliência da produção, da transformação, para também podermos continuar a fazer investimentos que se consolidem na autonomia estratégica que esperamos para cada um dos Estados-membros”, frisou.

“Cá estamos a fazer o nosso papel, onde o estado se compromete, ao lado dos seus investidores, na definição e na implementação das melhores estratégias para podermos todos pensar que, no meio desta crise que vivemos, que tanto nos assustou e continua a assustar, tem que haver uma luz que nos leva a ter a esperança num futuro onde a agricultura tem um papel importante”, frisou.

A ministra elogiou os agricultores portugueses na resposta à covid-19, frisando que “foram ímpares”, porque, “durante todo este período” de pandemia, “com todos os receios de estarem na linha da frente na produção de alimentos e na distribuição, nada faltou nas nossas mesas, nem em quantidade, nem em qualidade”.

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