No terceiro trimestre deste ano o número de desempregados teve o maior aumento desde 2011, disparando 45,1%. Mas também houve criação de emprego face aos três meses anteriores.
Os empregos criados durante os meses do verão foram precários, de baixos salários e para trabalho a tempo parcial. São os canários na mina: os primeiros a sofrerem o impacto da crise e também os que mais depressa regressam ao mercado de trabalho dado o vínculo mais frágil.
E é isso que está a acontecer com o emprego criado no terceiro trimestre deste ano. Entre julho e setembro houve um aumento de 68,7 mil postos de trabalho face ao segundo trimestre do ano, apesar de ainda não ter recuperado para os níveis do início do ano.
Tendo em conta os dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) é possível perceber que tipo de empregos foram criados. A análise é feita com os trabalhadores por conta de outrem (TCO).
Foi na categoria de “outras situações” – que inclui os mais precários dos precários, como os temporários ou prestadores de serviços – que se verificou o maior aumento, de 26,5% face ao segundo trimestre, de 92,1 mil trabalhadores para 116,5 mil. Nos contratos a prazo verificou-se uma descida muito pequena (0,2%) o que indica que há contratos que acabam e não são renovados. Para lugares no quadro, houve um ligeiro reforço de 1,4%.
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