Nigeriano reeleito na presidência do Banco Africano de Desenvolvimento - Plataforma Media

Nigeriano reeleito na presidência do Banco Africano de Desenvolvimento

O nigeriano Akinwumi Adesina foi hoje reeleito, por unanimidade, para um segundo mandato de cinco anos à frente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), anunciou hoje a instituição financeira.

Segundo um comunicado do BAD, Adesina, 60 anos, recebeu “100% dos votos de todos os membros regionais e não-regionais do Banco”.

A reeleição de Adesina, 60 anos, decorreu no último dia dos Encontros Anuais do BAD — realizados pela primeira vez de forma virtual, devido à pandemia de covid-19.

A presidente do conselho dos governadores do BAD e ministra do Planeamento e Desenvolvimento da Costa do Marfim, Niale Kaba, disse estar satisfeita com a reeleição de Adesina.

“Estou satisfeita por o conselho de governadores ter reelegido Adesina para um segundo mandato como presidente. Enquanto acionistas, apoiamos fortemente o Banco e queremos dar-lhe todo o apoio necessário para levar avante e implementar a sua visão envolvente para o Banco nos próximos cinco anos”, disse a governante, citada no comunicado do BAD.

A instituição financeira sublinhou que durante o primeiro mandato de Adesina, o BAD teve “impacto nas vidas de 335 milhões de africanos”, com iniciativas que permitiram o acesso de 18 milhões de pessoas a eletricidade, 15 milhões a financiamento, 101 milhões a melhores transportes, 60 milhões a água e saneamento e 141 milhões beneficiaram da melhoria das tecnologias agrícolas para a segurança alimentar.

No comunicado, Adesina destacou que o futuro pede “uma África mais desenvolvida” e um BAD “muito mais forte e resiliente”.

Na quarta-feira, quando formalizou a disponibilidade para o cargo, Adesina pediu estabilidade aos acionistas do banco.

Pelo quinto ano consecutivo, o BAD mantém o ‘rating’ em AAA, o mais elevado dos níveis de avaliação, pelas principais agências de notação financeira.

Em outubro de 2019, o conselho de governadores do BAD aprovou um aumento do capital do banco de 93 mil milhões de dólares (73,7 mil milhões de euros ao câmbio atual) para 208 mil milhões de dólares (176,1 mil milhões de euros).

Os governadores do BAD são geralmente os ministros das Finanças e da Economia ou os governadores dos bancos centrais dos 54 países africanos que são membros do BAD, a que se juntam mais 27 membros não regionais, entre os quais está Portugal.

Recentemente, Adesina foi alvo de acusações feitas por um conjunto anónimo de funcionários sobre favorecimento de familiares e atribuição de contactos. A decisão da comissão de ética do banco, que ilibou o presidente da instituição, foi criticada pelos Estados Unidos da América.

A comissão nomeou um grupo de trabalho, do qual fazia parte a antiga Presidente da Irlanda, Mary Robinson, para validar as conclusões da investigação, tendo o grupo concluído que Adesina devia ser absolvido de todas as acusações feitas pelo grupo anónimo de funcionários e que o comité de ética analisou de forma isenta o caso.

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