O ministério das Relações Exteriores da China expressou forte insatisfação e firme oposição ao recente pedido das autoridades norte-americanas para que o Instituto Confúcio no país passe a ser registado como “uma missão estrangeira”.
Para Pequim, trata-se de mais um passo na demonização e estigmatização do regular funcionamento de projetos de cooperação China-EUA.
“Por preconceito ideológico e interesses próprios, alguns indivíduos americanos interferiram brutalmente e prejudicaram os projetos regulares de cooperação bilateral, incluindo os Institutos Confúcio, o que é totalmente inaceitável”, disse o porta-voz do ministério, Zhao Lijian, em resposta a uma declaração do Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, sobre o tema.
Zhao disse que os Institutos Confúcio nos Estados Unidos foram estabelecidos numa cooperação baseada nos princípios de respeito mútuo, consultas amigáveis, igualdade e benefícios mútuos para as universidades de ambos os países.
A operação e a gestão dos Institutos Confúcio são abertas e transparentes e cumprem rigorosamente as leis e regulamentos locais das universidades, salientou o porta-voz, acrescentando que os mesmos têm feito contribuições positivas para o intercâmbio cultural entre a China e os Estados Unidos, e têm sido, em geral, bem acolhidos pelas universidades e por todos os setores sociais norte-americanos.
A China reservou-se ao direito de reagir à decisão norte-americana, disse Zhao.