A auditoria forense à gestão da Unitel S.A, nos últimos 10 anos, está entre os tópicos da reunião da Assembleia-Geral da maior operadora móvel angolana, iniciada esta segunda-feira, em Luanda
Por razões de agenda, a reunião foi suspensa e deverá retomar na próxima segunda-feira.
Sem admitir a existência de crimes na administração da Unitel nos últimos anos, os accionistas adoptam a auditoria forense como instrumento complementar de supervisão. Procuram assim confirmar o cumprimento rigoroso das matérias que se inscrevam nas competências da Assembleia-Geral. O Jornal de Angola soube que o objectivo é perceber se as medidas e normas de controlo foram cumpridas.
Assim, o encontro dirigido pelo presidente da Mesa, Aguinaldo Jaime, deve analisar ainda a informação sobre a decisão judicial de anulação das deliberações da reunião de Dezembro de 2014 e sobre a necessidade de renovação das mesmas. Os sócios da operadora móvel estão a apreciar, de igual modo, a reclamação de prémios relativos a 2018/2019, de Antony Dolton, ex-gestor.
Também devem ser revistos os relatórios e contas de 2019, os prémios dos administradores e a distribuição de dividendos entre os accionistas.
Vidatel de Isabel dos Santos reclama pagamentos
A Assembleia-Geral da Unitel ocorre numa altura em que uma das accionistas, no caso a Vidatel, empresa ligada à empresária Isabel dos Santos, reclama uma dívida por pagar de mais de 300 milhões de dólares.
Em comunicado, a Vidatel diz ter efectuado, em 2016, um empréstimo à operadora angolana, numa operação validada e reconhecida pela administração e accionistas. Nesse sentido, a nota desmente quaisquer operações e ilícitos de favorecimento à Isabel dos Santos, que não fossem dividendos e salários acordados e feitos sempre com base na legislação em vigor.
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