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Nadadores “canarinhos” em Rio Maior à procura de uma passagem para Tóquio

Bruno Miguel Dias

Algumas das maiores esperanças de medalha brasileiras para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, com destaque para a natação e a natação sincronizada, estão entre os atletas que estaf«giam presentemente em Rio Maior. O Comité Olímpico do Brasil (COB) está em Portugal a preparar os Jogos Olímpicos Tóquio2020 e, entre os atletas a estagiar em Rio Maior, estão as esperanças ‘canarinhas’ da natação e da natação sincronizada.

Entrar por estes dias na piscina do Centro de Alto Rendimento (CAR) de Rio Maior é como fazer uma viagem ao Brasil sem sair de Portugal, tantos são os atletas ‘canarinhos’ dentro de água.

Por esta altura, era suposto estes atletas estarem a nadar em Tóquio, mas a pandemia de covid-19 e o consequente adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021 trouxe-os até Rio Maior, onde estão a fazer um estágio de regresso à preparação para a competição olímpica.

Dentro de água encontramos alguns dos maiores nomes da natação brasileira, como Marcelo Chierighini, medalha de ouro nos 100 metros livres nos Jogos Pan Americanos de 2019 e um dos finalistas olímpicos no Rio2016, que disse à agência Lusa que vir para Portugal nesta fase foi o melhor que podia ter acontecido.

“Vir para aqui, graças ao COB, vai-nos permitir dar um passo à frente rumo aos Jogos em 2021 e é uma ação excelente para fazer regressar os atletas à rotina. É um passo muito importante rumo às olimpíadas do ano que vem”, diz o atleta brasileiro, que luta ainda pelo apuramento para Tóquio e que daqui por um ano quer mais do que repetir a final alcançada em 2016.

“Tive uma grande experiência ao entrar na final dos 100 metros no Rio2016, uma experiência diferente ao nadar em casa com a força da ‘torcida’, que foi algo especial. O objetivo agora é chegar novamente à final, em Tóquio, e lutar por uma medalha. Mas não quero só estar na final… quero ir lá e lutar pela medalha”, diz confiante.

Quanto à preparação, Marcelo admite que a pandemia foi um “tropeção” nos planos que tinha delineado, mas encara o adiamento como algo “positivo”.

“Estávamos numa fase muito boa de treino e interromper como aconteceu pode ser uma frustração. Mas, por outro lado, é a hipótese de termos mais um ano para melhorar em alguma coisa em que não estávamos tão bem. É mais um ano para melhorar e chegar ainda melhor aos Jogos Olímpicos”, acredita o nadador.

É o mesmo sentimento de Luísa Borges, uma das três nadadoras que lutam por uma de duas vagas na dupla de natação sincronizada brasileira. Depois de ter estado em Londres2012 e vibrado com o Rio2016, Luísa quer repetir a presença nos Jogos Olímpicos, desta feita em Tóquio.

“Competir nos Jogos Olímpicos sempre foi o meu sonho de atleta e o meu objetivo é conseguir vaga para Tóquio”, disse à Lusa a brasileira, que acredita que a pandemia lhe dará a ela e às colegas “mais tempo de treino para estarem ainda melhor”.

“Temos de ver o lado positivo. No nado artístico temos de estar muito iguais, por isso, mais um ano de treino significa voltar com mais foco e harmonia para conseguir estar a 100% dentro da piscina, estarmos perfeitas em todos os detalhes”, diz a atleta de 24 anos.

Para já, é em Rio Maior que Luísa aperfeiçoa a coreografia dentro de água, e o balanço não podia ser mais positivo.

“Nunca tinha vindo aqui, foi a primeira vez, mas é esplêndido. O centro de treinos é ótimo, com uma piscina maravilhosa para voltar aos treinos de forma focada. É muito positivo termos vindo”, termina.

O COB trouxe para estagiar em Portugal, no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Rio Maior, 72 atletas, com o intuito de recomeçar a preparação para a participação olímpica em Tóquio2020, depois da interrupção e mudanças provocadas pela pandemia de covid-19.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para 2021, devido à pandemia de covid-19, estando marcados para decorrer de 23 de julho a 08 de agosto do próximo ano.

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