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Ameaças de patrões afastam emigrantes de férias em Portugal

Delfim Machado

Não vai ser um “querido mês de agosto” para metade dos portugueses que seriam esperados a partir de sábado nas fronteiras nacionais e que este ano decidiram não vir.

Há quem alegue quebra de rendimentos e medo de contrair o vírus com as deslocações, mas também há quem tenha sido pressionado pelos patrões estrangeiros a não viajar.

As ameaças denunciadas pelas comunidades portuguesas da Suíça e Alemanha dão conta que muitos patrões “aconselharam” os portugueses a não virem de férias a Portugal em agosto, advertindo-os de que não seriam pagos e estariam a pôr os seus empregos em risco caso tivessem de fazer quarentena no regresso.

A pressão é injustificada, pois a esmagadora maioria dos países onde existem grandes comunidades de emigrantes portugueses não tem qualquer restrição nas fronteiras, aéreas ou terrestres. Ainda assim, a simples ameaça demoveu uma parte dos emigrantes, como confirma ao JN a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas (ver entrevista) e representantes de comunidades espalhadas pela Suíça.

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