Universitários de Lisboa querem aulas presenciais só às disciplinas práticas - Plataforma Media

Universitários de Lisboa querem aulas presenciais só às disciplinas práticas

Governo quer a retoma total das atividades letivas presenciais, mas a Associação Académica de Lisboa não concorda com este cenário, alertando para o perigo de abrir as instituições de ensino na área metropolitana que mais casos de infeção regista no país.

“Se não é o Ensino Superior a ensinar e a mostrar às pessoas como é que se vive com responsabilidade quem poderá ser?”. A questão foi lançada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em junho, à margem da apresentação de um Programa Internacional de Investigação, em Bragança, sobre o que se pode esperar do próximo ano letivo, vivido em plena pandemia de covid-19. Mas são várias as respostas e interpretações sobre esta mesma pergunta. Enquanto o ministro Manuel Heitor garante que “as aulas vão ser de certeza presenciais, mas com responsabilidade”, a Associação Académica de Lisboa não concorda que o cenário preferencial deva ser este. A questão divide associações e federações de estudantes no país.

Convidados há duas semanas para uma reunião com o secretário de Estado do Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, os representantes de estudantes levaram uma preocupação em comum: a retoma das atividades letivas presenciais. A Associação Académica de Lisboa (AAL) é perentória sobre este assunto: aulas presenciais apenas devem acontecer com as unidades curriculares práticas, à semelhança do que ocorreu no final do ano letivo que agora terminou; já as teóricas devem permanecer em regime online.

Num comunicado enviado ao DN, a AAL demonstra preocupação “pela segurança ou falta dela, nas aulas presenciais, dado que a Região de Lisboa e Vale do Tejo apresenta infeções diárias muito significativas de SarS CoV2”. “A AAL defende, desta forma, um leque de medidas para salvaguardar a proteção de todos os estudantes do ensino superior, de destacar o início de aulas em regime e-learning para as cadeiras e cursos mais teóricos, permitindo assim uma maior segurança para todos”, pode ler-se no documento.

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