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Refugiados de Cabinda pedem ajuda humanitária “urgente”

“Nós refugiados cabindas aqui na RDC [República Democrácia do Congo] imploramos ajuda humanitária de emergência para as necessidades básicas”, pede um porta-voz dos deslocados do enclave de Angola que se encontram no outro lado da fronteira.

O pedido de ajuda é ilustrado com as imagens de um grupo de pessoas que tentam conter as águas que danificou uma estrada.

Ao longo de três minutos, aquele que se diz representante dos deslocados de Cabinda na RDC, faz uma descrição das frágeis condições de vida em que as pessoas se encontram. Recordando que esta é a altura do ano mais fria na região [é Inverno no Hemisfério Sul], apela ao envio de meios de proteção não só contra a covid-19, mas também de medicamentos como paracetamol e redes mosquiteiras para combater a malária. Vincando que esta doença está muito propagada nos centros de acolhimento de refugiados.

Grande parte do apelo é dirigido aos “cabindas da diáspora, especialmente da Europa” para que se mobilizem e ajudem na “luta deste povo que está a morrer“.

O conflito de Cabinda dura há mais de 40 anos e começou com uma insurreição separatista da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) contra o governo de Angola ainda na década de 60 do século passado, durante o jugo colonial português.

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