FLEC-FAC de Cabinda e forças angolanas - Plataforma Media

Combates entre a FLEC-FAC de Cabinda e as forças angolanas fazem cinco mortos na fronteira com o Congo

A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC-FAC) diz ter ripostado contra a “ofensiva” das Forças Armadas Angolanas na noite de terça-feira, perto da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC). No balanço de cinco mortos estão três civis e dois soldados do exército angolano. Há ainda três feridos do lado dos independentistas

Em comunicado, os guerrilheiros da FLEC-FAC disseram que o Exército angolano lançou uma ofensiva na noite de terça-feira contra as posições dos independentistas de Cabinda, nas aldeias de Pengamongo e Sangamongo, município de Buco-Zau, perto da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC). Na resposta à ofensiva, a FLEC -FAC diz ter havido cinco mortos, entre eles, dois soldados angolanos e três civis. Há ainda três feridos do lado da FAC.

“As Forças Armadas Angolanas (FAA) tomam civis por alvos e cometem abusos. Mataram três civis e detiveram indivíduos que acusam de pertencer à FLEC”, denuncia o comunicado dos guerrilheiros do enclave de Cabinda.

“A insegurança reina no território de Cabinda e torna difícil o combate contra a pandemia da Covid-19. A FLEC-FAC apela à comunidade internacional para agir rapidamente por forma a salvar as vidas de inocentes”.

Ainda segundo o comunicado, os ataques das FAA “tomam várias vezes a forma de emboscadas e incursões em aldeias congolesas”.

Organizações que defendem a autonomia da província angolana de Cabinda consideram reais os alegados confrontos entre as Forças Armadas Angolanas (FAA) e o braço armado da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC).

Segundo relatos de organizações que advogam pela paz e defendem a autonomia da região, confrontos entre soldados angolanos e guerrilheiros intensificaram-se nomês de junho. As incursões militares atribuídas às FAA terão feito pelo menos 23 mortos em junho, noticiou a DW.

Em comunicado já publicado no Plataforma, a FLEC-FAC exortou o primeiro-ministro português, António Costa, a “parar de praticar a política de avestruz no caso Cabinda” e romper o silêncio. A FLEC-FAC também pediu “à classe política portuguesa que expresse uma opinião sincera sobre a questão de Cabinda e condene claramente a política repressiva do governo angolano no território de Cabinda”.

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