António Costa defende que medida permitiu segurar 800 mil postos de trabalho, mas há que evitar que seja “incentivo negativo”.
O prolongamento do mecanismo de lay-off simplificado, esperado no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social (PEES) que será apresentado na próxima semana, deverá assegurar que os trabalhadores com horários reduzidos ou contrato suspensos conservam uma maior proporção das suas retribuições habituais, sinalizou esta quarta-feira o primeiro-ministro após reuniões com parceiros sociais e sector social para definir o plano intercalar para suportar o emprego e a economia antes que cheguem os novos apoios europeus.
“O lay-off simplificado é uma medida que já permitiu, até ao momento, preservar mais de 800 mil postos de trabalho. É uma medida que, necessariamente, tem de evoluir a partir do final de junho, designadamente, de forma a que não seja um incentivo negativo, para que as empresas façam o esforço que devem fazer para procurarem retomar a sua atividade e, sobretudo, para não ser um instrumento penalizador do rendimento dos trabalhadores”, afirmou o primeiro-ministro sobre a medida que as confederações patronais querem ver estendida pelo menos até fim de setembro e que as centrais sindicais pedem que deixe de levar um terço das remunerações. A UGT quer rendimentos a 80%, enquanto a CGTP pede salários a 100% para quem fica em lay-off.
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