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O negócio polémico dos médicos cubanos cresce com a Covid-19

O último país a receber uma “comitiva” de 200 a 500 “colaboradores de saúde” cubanos para reforçar a luta contra o coronavírus foi a Argentina. Segundo o jornal espanhol El Mundo, por causa da pandemia 21 brigadas de médicos cubanos estão distribuídas por países da América Latina, África, Europa e Médio Oriente.

Na Argentina, a polémica instalou-se com um abaixo assinado que reuniu mais de 120.000 assinaturas contra a iniciativa do governo regional de Buenos Aires, depois de a Confederação Médica do país e a oposição terem criticado a vinda dos médicos cubanos. “Não aos médicos cubanos! Muitos nem têm cédula, outros são agentes secretos”, eram as palavras de ordem em Buenos Aires, onde estavam previstas “paneladas” de protesto.

A polémica também acompanha o último contingente chegado à Europa. No Principado de Andorra, um dos médicos cubanos acabado de chegar testou positivo à Covid-19. O risco de contágio obrigou a por de quarentena todo o contingente, integrado por 11 médicos e 27 enfermeiros.

O mesmo aconteceu em Angola, onde um dos últimos casos de infeção foi o de uma médica cubana.

O “negócio” da exportação dos médicos de Cuba, considerados dos melhores no mundo, rende a Havana 6,4 milhões de dólares anuais. 43% do total das receitas externas, segundo adiantou ao El Mundo o economista Pavel Vidal, antigo quadro do Banco de Cuba.

Dinheiro a troco do fortalecimento de sistemas de saúde precários e pouco preparados para a pandemia da Covid-29. Os médicos cubanos até já chegaram às Honduras, cujo Presidente, Juan Orlando Hernández, está nas antípodas ideológicas da revolução cubana.

A excelência dos seus profissionais de saúde permitiu à revolução cubana celebrar ao longo dos últimos 20 anos acordos económicos generosos com outros países: médicos a troco de petróleo e milhões.

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