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MACAU AO LADO DE PEQUIM EM DIFERENDO COM O JAPÃO

 

A RAEM juntou-se esta semana às celebrações oficiais inéditas de Pequim pela vitória contra o Japão durante a II Guerra Mundial e à onda de nacionalismo gerada pelo atual diferendo com Tóquio, exortando a população a defender os interesses da pátria.

“No último ano, as forças direitas japonesas estão a ameaçar a segurança e estabilidade da região Ásia Pacífico, agindo contra o senso comum. Neste momento crucial, a população de Macau deve defender intransigentemente a soberania nacional, segurança e os interesses do desenvolvimento, e exprimir com rigor a nossa vontade e determinação de defender a pátria, a paz e justiça”, afirmou o coordenador do Gabinete de Estudo das Políticas do Governo de Macau, Lao Pun Lap, citado em comunicado oficial.

O responsável referia-se à disputa entre Pequim e Tóquio pela soberania das ilhas Senkaku, controladas pelo Japão, mas reivindicadas pela China sob o nome de Diaoyu e que se trata de um arquipélago desabitado no Mar da China Oriental.

O espírito de “amar a pátria e de sacrifício” dos antepassados, disse, “é o humanismo mais valioso de Macau” que se deverá “continuar e promover”, disse Lau.

A 2 de Setembro de 1945, o Japão assinou a declaração de capitulação da Segunda Guerra Mundial. O comité Permanente da Assembleia Popular Nacional aprovou em fevereiro a fixação de 3 de Setembro como “Dia da Vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa”.Macau assinalou a data com um evento, que contou com a presença das principais figuras do Governo local. Na ocasião, o chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, sublinhou que o dia de celebração da vitória da China contra a invasão japonesa “não serve para prolongar o ódio”, mas para lembrar como “prevenir uma tragédia igual”.

“Em comunhão de esforços com o povo do País, temos que promover a defesa da soberania e segurança do país, bem como os interesses de desenvolvimento de longo prazo. Devemos, igualmente, defender a paz e a justiça do mundo”, defendeu.

No mesmo dia, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, nomeou dois deputados veteranos considerados como pró-China para posições importantes na sua formação política, o Partido Liberal Democrata, o que sinaliza a sua intenção de melhorar as relações com a China.

 

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