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Guiné-Bissau: só 24% da população consome água potável segura

A UNICEF e outros parceiros internacionais têm em curso programas de captação e canalização da água potável para várias localidades do interior da Guiné-Bissau

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O Governo guineense admitiu hoje que apenas 24% da população tem acesso a água potável gerida de forma segura, 50% das bombas manuais construídas para extração de água estão avariadas e 65% de poços se encontram contaminados.

Os dados foram revelados pela inspetora-geral do Ministério do Recursos Naturais, Aissatu Indjai, num discurso pela ocasião do Dia Mundial da Água, que se assinala hoje.

Citada pelos órgãos de comunicação social guineenses, a responsável lamentou “a difícil situação” do país em termos de acesso e consumo de água potável segura, salientando o facto de que a população “está exposta a sérios riscos de saúde”.

Aissatu Indjai indica que os impactos imediatos são verificados na vida das crianças, das mulheres e das raparigas, sobretudo as que vivem nas zonas rurais, com enfoque para as zonas do sul, nomeadamente nas regiões de Quinara e Tombali.

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A inspetora-geral do Ministério dos Recursos Naturais destacou que o Governo de transição no poder na Guiné-Bissau tem a questão da água potável segura como uma das suas prioridades.

A UNICEF, agência das Nações Unidas para promover os direitos das crianças, e outros parceiros internacionais têm em curso programas de captação e canalização da água potável para várias localidades do interior da Guiné-Bissau, precisou Indjai.

Num discurso no ato solene de abertura de um reservatório de água na localidade de Safim, a 13 quilómetros de Bissau, o primeiro-ministro guineense de transição, Ilídio Vieira Té, afirmou que o Governo está empenhado em expandir o acesso a água potável no país, e reforçar a captação, tratamento e distribuição.

Estes serviços terão enfoque nas zonas periurbanas e rurais da Guiné-Bissau, enfatizou Vieira Té, onde, disse, serão montadas infraestruturas resilientes capazes de fazer face às mudanças climáticas, secas, inundações e pressões ambientais.

O primeiro-ministro observou que o Governo continua a investir em “soluções que reduzam as doenças hídricas” e melhorem as condições de vida das populações.

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