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Governo de Macau estuda reduzir passadeiras e criar mais travessias aéreas e subterrâneas

O Governo de Macau está a estudar uma reorganização das travessias pedonais, privilegiando passagens aéreas e subterrâneas em detrimento de algumas passadeiras de superfície, na sequência do atropelamento mortal de uma criança de 10 anos. O objetivo passa por separar a circulação de peões e veículos para reforçar a segurança rodoviária.

A medida foi revelada pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), numa resposta a uma interpelação escrita do deputado José Pereira Coutinho. No documento, assinado pelo diretor da DSAT, Chiang Ngoc Vai, é explicado que a estratégia para reduzir os atropelamentos assenta na “segregação entre veículos e peões”.

Nesse âmbito, a DSAT está a estudar a instalação de travessias pedonais desniveladas em zonas de maior tráfego, em novos empreendimentos urbanos e em locais considerados de maior risco para os peões.

Segundo a resposta, o plano prevê a construção de passagens aéreas e subterrâneas, acessíveis através de escadas, rampas e elevadores, com o objetivo de melhorar a segurança e as condições de circulação pedonal.

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O documento, datado de 29 de junho, refere que o projeto ainda se encontra numa fase de estudo e consulta junto de escolas e associações locais, pelo que a implementação das medidas não será imediata.

A resposta foi elaborada antes da passada segunda-feira, quando foram registados quatro atropelamentos em Macau, dois dos quais ocorreram em passadeiras.

Na interpelação, José Pereira Coutinho questionava ainda as medidas adotadas pelas autoridades para sensibilizar condutores provenientes do exterior sobre as regras de trânsito e os hábitos de condução locais, numa cidade que recebe diariamente um elevado número de visitantes.

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