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Sánchez apela a defesa de Zapatero e admite “momentos duros” para PSOE

Numa mensagem enviada à direção executiva do PSOE, citada por vários meios de comunicação espanhóis, Sánchez pede a defesa do “bom nome” de Zapatero nestes “momentos duros” para o partido

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O primeiro-ministro espanhol e líder do Partido Socialista (PSOE), Pedro Sánchez, apelou hoje à defesa do ex-líder do governo José Luis Rodríguez Zapatero, indiciado por vários crimes, e reconheceu que são “momentos duros” para a formação política.

Numa mensagem enviada à direção executiva do PSOE, citada por vários meios de comunicação espanhóis, Sánchez pede a defesa do “bom nome” de Zapatero nestes “momentos duros” para o partido.

“Contudo, hoje mais do que nunca” os socialistas devem insistir na tarefa “de continuar a lutar por fazer avançar” Espanha, acrescentou.

Sánchez defendeu que Zapatero fez “muito bem e continua a fazer” pela “causa socialista”.

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José Luis Rodríguez Zapatero, de 65 anos, primeiro-ministro entre 2004 e 2011 e ex-líder do PSOE, vai ser ouvido em 02 de junho “como investigado” por um juiz “por delitos de tráfico de influências e outros conexos”, disse hoje a Audiência Nacional de Espanha, num comunicado.

Em causa está um processo judicial “aberto para investigar o resgate da companhia aérea Plus Ultra”, segundo a Audiência Nacional, uma instância central de investigação judicial em Espanha.

Fontes judiciais citadas pelos meios de comunicação social espanhóis revelaram que Zapatero está indiciado por três crimes: organização criminosa, tráfico de influências e falsificação.

Zapatero garantiu hoje inocência e prometeu total colaboração com a justiça.

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“Quero reafirmar que toda a minha atividade pública e privada sempre se desenvolveu com absoluto respeito pela legalidade”, disse Zapatero, num vídeo enviado aos meios de comunicação social.

A investigação judicial a Zapatero soma-se a outras que envolvem outras pessoas próximas ou que foram próximas de Pedro Sánchez, como um antigo ministro, ex-dirigentes do PSOE ou o irmão e a mulher do primeiro-ministro, acusados ou investigados por corrupção ou tráfico de influências.

O presidente do Partido Popular (PP, direita), a maior força da oposição em Espanha, Alberto Núnez Feijóo, considerou hoje, numa mensagem na rede social X, que a Sánchez “só lhe resta uma saída digna, não continuar a manchar nem um minuto mais o bom nome da política, da justiça e de Espanha”.

Segundo a imprensa espanhola, esta investigação que envolve Zapatero tem no centro suspeitas de lavagem de dinheiro na companhia aérea Plus Ultra e procura o paradeiro de 53 milhões de euros do resgate da empresa, com dinheiro público, após a pandemia.

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A Plus Ultra, considerada de pequena dimensão, voa desde Madrid para Lima (Peru), Caracas (Venezuela), Buenos Aires (Argentina), Bogotá e Cartagena das Índias (Colômbia).

Em 2021, beneficiou de um resgate financeiro de 53 milhões de euros, concedidos na modalidade de empréstimo pelo governo espanhol, liderado pelo socialista Pedro Sánchez, que na altura criou um fundo de dez mil milhões de euros para resgatar empresas consideradas estratégicas que estavam com dificuldades por causa da covid-19.

Segundo o processo judicial, citado pelos meios de comunicação social espanhóis, Zapatero é suspeito de liderar “uma estrutura estável e hierarquizada de tráfico de influências” com o fim de obter “benefícios económicos” através de “influências em instâncias públicas em favor de terceiros, principalmente, a Plus Ultra”.

A investigação suspeita ainda da utilização de empresas e documentação simulada “para exercer influências ilícitas” e ocultar a origem e o destino de verbas, incluindo uma empresa de que são administradoras e sócias as filhas de Zapatero.

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Esta empresa das filhas de Zapatero (uma agência de comunicação) foi hoje alvo de buscas pela polícia, assim como outras duas empresas e o escritório do ex-primeiro-ministro, como confirmou a Audiência Nacional.

A investigação, tutelada pelo juiz José Luis Calama, suspeita que Zapatero e as duas filhas receberam 1,95 milhões de euros em comissões, de forma irregular, neste caso.

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