O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu ao homólogo chinês, Xi Jinping, unir forças com o presidente russo, Vladimir Putin, contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), noticiou o Financial Times.
Citando “fontes próximas das reuniões”, o jornal britânico avançou hoje que este foi um dos temas abordados entre os dois líderes políticos na visita de Trump a Pequim da passada semana.
A Casa Branca (presidência norte-americana) recusou comentar o assunto, ainda segundo o Financial Times, que não aprofundou detalhes sobre a proposta de Trump ou sobre a forma como ela foi recebida por Xi Jinping.
Nenhum dos três países reconhece a autoridade do TPI e a sua jurisdição sobre os estados-nação. Contudo, a oposição de EUA e Rússia ao tribunal de Haia é mais veemente do que a posicionamento chinês, já que Pequim nega a jurisdição sobre o seu território chinês, mas tem apoiado decisões em conflitos como na Líbia ou no Sudão.
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Em 2023, o TPI emitiu um mandado de prisão contra Putin por “crimes de guerra” na Ucrânia, mas o presidente russo continuou a viajar, principalmente para países da esfera de influência da antiga União Soviética, mas também para os EUA (Alasca), China ou Índia, todas em 2025.
A animosidade de Trump em relação ao TPI aumentou bastante com a imposição de sanções económicas e restrições de viagem contra o procurador Karim Khan, alegando que o tribunal tomou “medidas ilegítimas e infundadas contra os Estados Unidos e seu aliado próximo, Israel”.
O TPI é um dos pilares da ordem mundial que Trump está determinado a desacreditar desde seu retorno ao poder para o seu segundo mandato, juntamente com a ONU e suas diversas agências e acordos internacionais (como o Acordo de Paris, sobre o clima).