O Índice de Preços no Consumidor (IPC) de abril do INE indica que Moçambique “registou um aumento de preços na ordem de 0.63%”, face a março (0.22%), novamente influenciado pelo setor da alimentação e bebidas não alcoólicas, ao contribuir no total da variação mensal com 0,56 pontos percentuais positivos (0,37 em fevereiro).
No relatório destaca-se a variação mensal por produto, nomeadamente o aumento dos preços em abril do tomate (13.8%), couve (29.4%), cebola (21.3%), peixe fresco (5.9%), alface (23%), repolho (22.7%) e motorizadas (3%). “Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,83 pontos percentuais positivos”, refere o IPC.
O IPC de abril, mês marcado por fortes constrangimentos em todo o país no acesso a combustíveis, aponta que a inflação acumulada de quatro meses de 2026 cifra-se agora nos 2.89%, enquanto a variação homóloga subiu para 4.41%.
Os preços em Moçambique aumentaram 3.23% em 2025, segundo dados anteriores do INE, abaixo do registo de 2024 e das previsões do Governo.
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Moçambique chegou a registar oito recuos mensais (deflação) no índice dos preços ao consumidor, em menos de um ano e meio, quatro dos quais entre abril e julho do ano passado, retomando as subidas a partir de agosto.
A inflação acumulada de 2024, segundo dados anteriores do INE, fixou-se nos 4.15%, que compara com os 5.3% de 2023, mas abaixo do pico de quase 13% atingido em julho de 2022. O Governo previa para 2025 uma inflação em torno de 7% em Moçambique, tal como a estimativa para 2026.