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O perfil do atirador (que idolatrava Hitler) que atacou turistas nas pirâmides de Teotihuacan

Julio César Jasso Ramírez, de 27 anos, é o homem apontado como responsável pelo ataque a tiro que matou uma turista polaca e feriu sete outras pessoas no sítio arqueológico de Teotihuacan, no México. Depois de abrir fogo contra visitantes na zona da Pirâmide da Lua, o suspeito terá cometido suicídio no local.

À medida que a investigação avança, começa a emergir o perfil de um jovem descrito pelas autoridades como um possível “lobo solitário”, com sinais de radicalização e forte obsessão por massacres em massa.

Segundo informação recolhida pela imprensa mexicana, Julio César vivia na zona de Gustavo A. Madero, na Cidade do México, e terá mantido ao longo do tempo uma presença digital marcada por conteúdos violentos e simbologia extremista. Nas redes sociais, surgem alegadas imagens em que faz a saudação nazi, onde se revela apaixonado por Hitler, um dos elementos que está agora a ser analisado pelas autoridades no contexto da investigação.

Outro dado que chamou a atenção dos investigadores foi a ligação simbólica ao massacre de Columbine, ocorrido em 1999 nos Estados Unidos. No local do ataque foram encontrados materiais que incluem uma imagem gerada por inteligência artificial onde o suspeito se representaria ao lado dos autores do tiroteio, David Harris e Dylan Klebold, figuras que se tornaram referência em casos de violência armada em ambiente escolar.

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Além disso, Julio César vestia um colete com a inscrição “Desconectado e autodestruidor”, o que reforça a leitura de um perfil associado a isolamento social e possível construção de uma narrativa pessoal ligada à autodestruição.
As autoridades mexicanas também investigam a eventual importância simbólica de datas associadas ao ataque, incluindo o facto de este ter ocorrido num período próximo do aniversário do massacre de Columbine.

Apesar das especulações iniciais, a motivação do ataque ainda não foi oficialmente estabelecida. Os investigadores trabalham com várias hipóteses, incluindo radicalização online e possíveis ligações a ideologias extremistas, mas sublinham que o quadro ainda está em apuração.

O caso provocou choque internacional e voltou a levantar o debate sobre a segurança em zonas arqueológicas altamente turísticas, como Teotihuacan, um dos destinos mais visitados do México.

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