Sam Hou Fai teve um encontro, em Lisboa, com o ministro da Economia e da Coesão Territorial de Portugal, Manuel Castro Almeida, num encontro centrado no reforço da cooperação económica e comercial entre Macau e Portugal e na valorização do papel da Região como elo entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Durante a reunião, Sam Hou Fai destacou as vantagens únicas de Macau, nomeadamente o bilinguismo (chinês e português) e o sistema jurídico de matriz europeia continental, que permitem à cidade funcionar como ponte para a cooperação económica e comercial, facilitando a entrada de empresas em mercados terceiros e promovendo benefícios mútuos.
O governante sublinhou ainda que o Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) está a acelerar a diversificação económica, através de quatro projetos prioritários, apontando áreas como inovação científica, educação, turismo e convenções e exposições como setores com potencial para reforçar a cooperação com Portugal.
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Sam Hou Fai destacou igualmente o papel da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin como motor de crescimento, convidando empresas portuguesas a investir na região, beneficiando de medidas favoráveis em áreas como comércio e fiscalidade. Acrescentou que Macau continuará a reforçar a sua função de “interlocutor de precisão”, promovendo a mobilidade de pessoas e negócios, incluindo através da expansão das ligações aéreas internacionais.
O Chefe do Executivo referiu também o apoio contínuo à comunidade portuguesa em Macau e o investimento no ensino da língua portuguesa, cujo número de estudantes tem vindo a crescer, reforçando assim a posição da cidade como plataforma de cooperação sino-lusófona.
Por sua vez, Manuel Castro Almeida salientou os resultados alcançados por Macau desde o regresso à China, no âmbito do princípio “Um País, Dois Sistemas”, destacando a estabilidade e o desenvolvimento económico da Região. O governante português sublinhou ainda a importância das ligações históricas e da existência de quadros qualificados nas áreas jurídica e linguística, que sustentam a relação com os países lusófonos.
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O ministro destacou também o interesse das empresas portuguesas em expandir a sua presença em Macau e na região da Grande Baía, bem como no Interior da China, aproveitando o papel de Macau como plataforma. Acrescentou que Macau constitui igualmente uma porta de entrada para empresas chinesas nos mercados de língua portuguesa.
Após o encontro, os dois responsáveis reuniram-se com mais de duas dezenas de representantes empresariais que acompanham a visita oficial, promovendo contactos e incentivando o aproveitamento das oportunidades de cooperação bilateral, com vista ao reforço das relações económicas entre a China e Portugal.