O número de morte do tiroteio desencadeado hoje por um aluno de uma escola secundária no sul da Turquia subiu de quatro para nove, indicou o ministro do Interior turco num novo balanço.
“Lamentamos as nove mortes […] e os 13 feridos. Seis deles estão atualmente nos cuidados intensivos, com três em estado crítico”, adiantou Mustafa Çiftçi, num comunicado divulgado na cidade de Kahramanmaras, onde o massacre ocorreu.
Oito dos mortos são estudantes e o nono é um professor.
Hoje de manhã, num balanço provisório, o governador da província de Kahramanmaras, Mükerrem Ünlüer, tinha contabilizado quatro mortos e 20 feridos, quatro deles em estado grave.
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Segundo as autoridades, o agressor, um aluno com cerca de 14 anos, usou cinco armas e vários carregadores pertencentes ao seu pai, um polícia reformado.
“Um aluno chegou à escola com armas, presumivelmente do pai, na mochila. Entrou em duas salas de aula e disparou indiscriminadamente”, explicou o governador, especificando que as salas atingidas albergavam alunos com idades entre os 10 e os 11 anos.
Imagens divulgadas pela agência de notícias privada IHA mostram uma pessoa, com o corpo e o rosto tapados, a ser levada numa ambulância, bem como pais de alunos em lágrimas perto da escola.
O agressor morreu durante o tiroteio, mas ainda não se sabe se se suicidou ou se disparou acidentalmente sobre si próprio.
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“Foi aberta uma investigação pelo Ministério Público de Kahramanmaras face ao ataque armado ocorrido numa escola”, anunciou o ministro da Justiça turco, Akin Gürlek, nas redes sociais.
Este foi o segundo incidente numa escola em dois dias, já que, na terça-feira, um adolescente armado com uma espingarda feriu 16 pessoas numa escola técnica da província de Sanliurfa, no sudeste da Turquia, incluindo 10 alunos e quatro professores, antes de se suicidar.
Incidentes deste tipo são raros na Turquia, apesar de, segundo estimativas de uma fundação local, circularem milhões de armas ilegais no país.