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Hungria: Magyar quer suspender “propaganda” pró-Orbán (com vídeo)

Após o regresso ao poder em 2010 do nacionalista Viktor Orban, o panorama mediático húngaro foi profundamente remodelado e o audiovisual público tinha-se tornado, o veículo da sua comunicação

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O vencedor das eleições na Hungria, Peter Magyar, declarou hoje que depois de formar governo pretendia suspender a informação nos órgãos de comunicação social públicos, acusados de terem sido postos ao serviço do seu antecessor, Viktor Orban.

“A fábrica de mentiras terminará após a formação do governo: suspenderemos o serviço de informação” até à restauração da liberdade de imprensa, declarou o conservador no programa da cadeia televisiva pública M1.

Três dias após a sua vitória, o futuro Primeiro-Ministro foi recebido pela rádio e televisão públicas na manhã de hoje e as entrevistas foram tensas.

Aquele que será o novo líder do executivo húngaro referiu estes convites como sendo os primeiros daqueles “media de propaganda” num ano e meio.

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Após o regresso ao poder em 2010 do nacionalista Viktor Orban, o panorama mediático húngaro foi profundamente remodelado e o audiovisual público tinha-se tornado, segundo observadores internacionais da OSCE, o veículo da sua comunicação do ainda Primeiro-ministro da Hungria.

Antes do escrutínio de domingo, o Instituto liberal Republikon tinha observado durante onze meses o telejornal da principal cadeia pública húngara e constatou que este Orbán era apresentado de forma positiva em 95% dos casos.

Pelo contrário, o seu opositor Peter Magyar, então em campanha, era denegrido em 96% das vezes quando era referido no ecrã. Mas, segundo a apresentadora da M1 que entrevistou Magyar hoje, suspender os programas constituiria uma violação da lei.

“Não nos acusem de ilegalidade”, respondeu Magyar, que tinha prometido respeitar o Estado de direito uma vez no poder.

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“Acusar-me aqui de ilegalidade é como se, após um roubo numa loja, o ladrão apontasse ao polícia”, ironizou aquele que pôs fim ao reinado de 16 anos de Viktor Orban na Hungria.

O novo Parlamento húngaro será convocado no início de maio, numa sessão durante a qual Peter Magyar, que prometeu uma “mudança de regime”, deverá ser nomeado Primeiro-ministro.

Graças à maioria de dois terços obtida pelo seu partido Tisza nas legislativas, o futuro Primeiro-ministro está em posição de modificar a constituição, com a intenção declarada de restabelecer uma sociedade mais democrática, como exige a União Europeia.

Entre as mudanças rápidas que prevê e sobre as quais diz ter conversado com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Magyar referiu a liberdade dos meios de comunicação.

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