Motegi “exortou o Irão a participar sinceramente nos esforços diplomáticos” e apelou a Teerão para “garantir a segurança da navegação no estreito de Ormuz para todos os navios, incluindo os ligados ao Japão”, informou na segunda-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês num comunicado.
Araghchi explicou a posição iraniana em relação ao conflito e ambas as partes concordaram em manter a comunicação, numa chamada que ocorreu depois da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, ter aberto a porta na segunda-feira à realização de uma cimeira com a liderança iraniana.
Motegi instou ainda à libertação de um cidadão japonês detido no Irão, cuja identidade não foi revelada, mas que, segundo os meios de comunicação japoneses, poderá ser o redator-chefe da emissora de televisão NHK em Teerão.
Hoje, dia 7, horas após a conversa telefónica, a agência de notícias japonesa Kyodo noticiou a libertação do cidadão em causa, detido desde janeiro, citando fontes governamentais anónimas.
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou na segunda-feira ameaças de destruir infraestruturas civis no Irão, caso não se chegue a um acordo antes das 20:00 de terça-feira, hora de Washington (08:00 de quarta-feira, hora de Macau).
Trump manteve a incerteza em relação à última contraproposta de Teerão, transmitida através do Paquistão, que reivindica o fim das hostilidades na região, um protocolo de passagem segura pelo estreito de Ormuz – que o Irão mantém parcialmente fechado desde o início da guerra – e o levantamento das sanções.