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Irão: Trump garante avanços rápidos e insiste em negociações

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a ofensiva contra o Irão está “muito adiantada” face ao calendário previsto, ao mesmo tempo que intensifica a pressão sobre Teerão para aceitar um acordo que ponha fim à guerra

Plataforma com AFP

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou, no dia 26, que as operações militares contra o Irão estão “extremamente adiantadas” em relação ao calendário inicial, reforçando os apelos a Teerão para negociar uma solução diplomática. As declarações foram feitas durante a primeira reunião do seu gabinete desde o início do conflito, há quase um mês, num momento em que os sinais de abertura negocial continuam contraditórios entre as duas partes.

Trump recordou que a previsão inicial apontava para uma duração de quatro a seis semanas, sublinhando que, ao fim de 26 dias, os objetivos militares estão a ser alcançados mais rapidamente do que o esperado. O líder norte-americano afirmou ainda que o regime iraniano estará a reconhecer internamente uma derrota, embora Teerão continue a negar a existência de negociações diretas com Washington.

Ao lado de responsáveis como o secretário de Estado, Marco Rubio, e o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, Trump reiterou que o objetivo central passa por impedir o Irão de desenvolver armas nucleares.

Durante a reunião, o enviado especial norte-americano Steve Witkoff confirmou que os Estados Unidos enviaram ao Irão uma proposta com 15 pontos, através do Paquistão, sinalizando uma possível abertura para negociações. Existem indícios de que Teerão poderá estar disposto a considerar um acordo, num momento que classificou como “decisivo”, segundo Witkoff.

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Apesar do discurso diplomático, Washington mantém a pressão militar. O vice-presidente JD Vance defendeu que a estratégia norte-americana visa garantir que o Irão não obtenha capacidade nuclear, enquanto o Pentágono reafirmou que continuará a agir no terreno.

Trump aproveitou ainda para criticar os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), acusando-os de falta de apoio na proteção do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo, atualmente afetada pelo conflito.

O Presidente norte-americano dirigiu críticas particulares ao Reino Unido, considerando tardia a resposta britânica e minimizando a capacidade naval apresentada face aos meios dos Estados Unidos.

Apesar das tensões, membros da administração norte-americana afirmaram continuar abertos a uma solução negociada, embora sublinhem que, enquanto não houver acordo, a estratégia militar permanecerá ativa.

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