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Nova tecnologia portuguesa usa IA para perceber emoções na música

Investigadores da Universidade de Coimbra estão a desenvolver tecnologia de Inteligência Artificial capaz de identificar emoções na música através da análise de áudio e letras, com aplicações diretas em plataformas de streaming e recomendação musical

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Uma equipa de investigadores do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC) e do Departamento de Engenharia Informática (DEI), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), está a desenvolver tecnologia inovadora de Inteligência Artificial (IA) para reconhecer emoções na música.

O trabalho decorre no âmbito do projeto MERGE (Music Emotion Recognition: Next Generation), coordenado pelo docente da universidade, Rui Pedro Paiva, e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, com um investimento de 196 mil euros (1,8 milhões de patacas). O objetivo passa por criar sistemas mais avançados e precisos capazes de classificar músicas com base nas emoções que transmitem.

A principal inovação do projeto reside numa abordagem bimodal, que combina a análise do áudio com o processamento das letras das canções. Esta metodologia permite integrar diferentes dimensões musicais – como ritmo, tonalidade, expressividade e elementos percussivos – para identificar emoções de forma mais completa e rigorosa.

O MERGE pretende “dar um salto na investigação nesta área”, recorrendo a técnicas de inteligência artificial, processamento de sinal áudio e linguagem natural para automatizar a classificação emocional da música, segundo Rui Pedro Paiva.

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Entre os resultados já alcançados destaca-se o desenvolvimento de um protótipo que posiciona cada música num “mapa emocional”, organizado em dois eixos: valência (emoções positivas ou negativas) e ativação (intensidade emocional). Esta ferramenta permite criar playlists personalizadas e explorar conteúdos musicais de acordo com o estado de espírito do utilizador.

O projeto inclui ainda a criação de novas bases de dados públicas com música anotada emocionalmente, fundamentais para reforçar a robustez e a precisão dos modelos desenvolvidos.

Para além do avanço científico, os investigadores pretendem disponibilizar estas soluções através de uma aplicação autónoma e de uma plataforma ‘online’, abrindo caminho a novas formas de interação com a música.

A equipa integra vários investigadores e estudantes, incluindo doutorandos e alunos de mestrado, refletindo o carácter multidisciplinar do projeto, que cruza áreas como informática, ciência de dados, psicologia da música e inteligência artificial.

Com potencial aplicação em bibliotecas digitais, serviços de streaming e sistemas de recomendação, o projeto MERGE posiciona a Universidade de Coimbra na linha da frente da inovação tecnológica na área da música e da IA.

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