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Kim Jong-un oficializa Coreia do Sul como “Estado mais hostil”

Kim acrescentou que qualquer provocação de Seul será respondida com dureza, salientando que Pyongyang fará com que pague o preço “sem piedade” nem hesitações

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O líder norte-coreano, Kim Jong-un, classificou a Coreia do Sul como o “Estado mais hostil”, num discurso perante o parlamento, mitigando o otimismo quanto a uma eventual retoma do diálogo intercoreano, após gestos conciliadores de Seul.

“Concretamente, reconhecemos formalmente a Coreia do Sul como o Estado mais hostil e tratá-la-emos rejeitando-a e ignorando-a completamente através de palavras e ações claras”, afirmou Kim na segunda-feira, num discurso proferido durante o segundo e último dia da primeira sessão da nova Assembleia Popular Suprema, informou hoje a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

Kim acrescentou que qualquer provocação de Seul será respondida com dureza, salientando que Pyongyang fará com que pague o preço “sem piedade” nem hesitações.

A retórica reforça a doutrina promovida por Kim nos últimos anos de considerar as duas Coreias como “dois Estados hostis entre si”. Em 2024, o líder solicitou a revisão da Constituição para refletir esta postura e os meios de comunicação estatais afirmaram então que a emenda tinha sido incorporada.

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A Constituição norte-coreana não é publicada há anos, pelo que não é possível confirmar se a alteração foi formalizada.

As declarações de Kim Jong-un assumem especial relevância por terem sido proferidas perante o novo parlamento, órgão meramente formal que ratifica as decisões da liderança do regime.

A reafirmação da retórica hostil à Coreia do Sul responde a uma postura de reconciliação assumida pelo novo Governo sul-coreano de Lee Jae-myung, que tomou posse em junho passado, e tem sido pautada por várias declarações públicas de distensão, assim como iniciativas como a da suspensão das emissões de propaganda na fronteira através de altifalantes ou envio de balões com panfletos para o território norte-coreano.

Durante o discurso, Kim reiterou também as críticas aos Estados Unidos, acusando Washington de manter uma política hostil para com o país asiático, embora não tenha mencionado o Presidente norte-americano, Donald Trump.

Além disso, insistiu que o estatuto da Coreia do Norte como Estado detentor de armas nucleares é irreversível e constitui a base da estratégia de segurança nacional.

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